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Vilar do Pinheiro, já em 949, era designada por “uilar de porcos” (Vilar de Porcos). Em documento de 1074, a Igreja e sua invocação Santa Marinha, assim aparece “ecclesie uogabulo sancte marine in uilla uillar de porcos”.
Inicialmente Vila Romana, foi posteriormente propriedade de D. Berengueira Aires que a doou ao Bispo do Porto em 1202 No “Catálogo e História dos Bispos do Porto” de D. Rodrigo da Cunha, de 1623 já aparece como “S. Marinha de Villar do Pinheiro”. O pároco que respondeu ao questionário das “Memórias Paroquiais” de 1758, assim rediz:
“Villar de Porcos, que por ser nome immundo, huum visitador por haver na terra huum pinheiro de admirável grandeza, lhe pôs o nome de Villar de Pinheiro”. Situada no extremo Sul do Concelho, aí faz fronteira com a Maia tendo-a também a Nascente; a Norte confina com Mosteiró e Vilar e a Poente com Aveleda. A Igreja de Santa Marinha de Vilar do Pinheiro, datada do Séc. XVIII, tem a sua enorme torre sineira adossada a seu lad o
esquerdo, enorme, aí construída já em finais do Séc. XIX, destoando do respectivo conjunto. Esta, encontra-se dividida em três andares e termina em granítica e piramidal cúpula.. A frontaria apresenta um pórtico rectangular integrando um frontão em arco, interrompido e sobrepujado por uma pequena janela gradeada. O Cruzeiro que se encontra defronte desta, termina com cruz de braços
trifoliados. Destacam-se na freguesia a igualmente setecentista Casa da Morgada em cuja fachada principal se rasgam seis portas encimadas por seis janelões de dintel curvo e molduras lavradas, e ainda a Quinta de S. Gemil. Oitocentistas são já a Quinta do Órfão e a Quinta do Padinho que teve agregado um Colégio de meninas desprotegidas e cuja fundação em 1877/78 se deveu a D. Maria da Glória Allen Urculu Ribeiro.
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