VILAR

Vilar, cuja Igreja Paroquial está situada numa agra, onde foram encontrados vestígios de ocupação humana datáveis de entre os Sécs. IV/V d.C., é fértil e vetusta terra.

Na parede sul da mencionada Igreja, encontra-se uma estela funerária romana (espécie de coluna destinada a ter uma inscrição) adornada com um tríscele e os restos de uma quase apagada inscrição que, de tão gasta pelo tempo, se tornou ilegível. 

Contudo já no Período Neolítico era povoada e a comprová-lo ainda hoje lá deparamos com a Mamoa de Vilar no lugar de Soutelo, cujo espólio (ou pelo menos parte dele) faz parte da colecção da Cooperativa Agrícola de Vila do Conde.

Da Igreja propriamente dita, com devoção a Sta. Maria, devemos dizer que, com torre sineira adossada em 1907, trata-se de um templo setecentista

Agradável e harmoniosa, na sua alva fachada abre-se um amplo portal em esquadria cujo cairel a cantaria no topo desenha uma cruz.

Acima, uma janela gradeada com lintel curvo.

Sobrepondo-se-lhe, no tímpano da empena, um pequeno óculo também debruado a cantaria e, no seu vértice uma esbelta cruz pétrea flanqueada por dois fogaréus.

De referenciar também, não só pelos seus 123 respeitáveis anos como pela simplicidade granítica que por vezes também comove, o Cruzeiro de Vilar.