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Vila Chã, terra de lavradores e pescadores, é por excelência uma das estâncias balneares de Vila do Conde. É provavelmente a única terra onde a carta de arrais é tirada também por mulheres, as quais desta forma, partilham com os homens os perigos do mar.
A referência documentada mais antiga que se conhece em relação a Vila Chã, conta-nos que Vistregia terá feito uma doação a Gutierre Trutesindes e sua Mulher Ermentro, das Vilas que possuía entre os rios Cávado e Ave. Seriam estes Vila Terroso e “Vila nominata Vilas Plana”. Em 1033 aparece documentada como “uilla plana”, no
“Rol das Igrejas do Rei” (Séc. XIII) surge-nos como “Sanctus Mames de Villa Plana” e as” Inquirições” de 1258 surgem referências a “Villa Plana” e Igreja de “Sancti Mametis”. A designação actual existe desde 1307. Esta freguesi a foi pertença do Concelho da Maia, pelo que em 1542 era conhecida como “Sam Mamede de villa Chaam da Maia”. Só em 6 de Novembro de 1836, com as Reformas Liberais, passa a integrar este Concelho. Para além
da Igreja Paroquial com traça setecentista, não possui esta freguesia qualquer monumento de relevo histórico.
Conta a história que sendo D. Maria Pais Ribeiro, “Ribeirinha”, amante de D. Sancho I e mãe de alguns dos seus filhos, através de um expediente de Raimundo Martins, o qual doou uma herdade à dita Ribeirinha, conseguiu desta forma o privilégio de Honra para Vila Chã. Assim consta nas inquirições de D. Afonso III. A capelinha da
Senhora da Saúde, é motivo de culto para as suas gentes.
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