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Vairão, em cuja área se encontra o tão citado em documentação antiga, Castro Boi, teve um mosteiro já existente no ano de 974, altura em que Romário e sua irmã Emilo doaram a igreja que possuíam na “Vila Valeriani” a Domitria e ao seu mosteiro duplex. No ano de 1035 acabaram-se as obras de uma nova igreja e em 29 de Março de 1141 D. Afonso Henriques concede-lhe Carta de Couto, abrangendo parte das actuais
freguesias de Vairão, Fornelo, Macieira e Gião. No Séc. XVI, os frades trocam este Mosteiro pelo de Tibães, ficando o de Vairão exclusivamente para as freiras. Actualmente, integrando a setecentista Igreja do antigo Convento de S. Salvador de Vairão, hoje conhecido por S. Bento de Vairão, existe uma capela medieval (Séc. XIV/XV) de seu nome Capela de S. João de Vairão, cuja arquitectura românico-gótica sofreu ao longo dos séculos algumas alterações.
No seu exterior podemos observar ainda dois gigantes góticos adossados, e duas janelas de arco apontado e um óculo. No interior podemos admirar um magnífico retábulo em talha (Séc. XVII/XVIII). Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1944. Das muitas capelas existentes, a da N. Sra. Da Lapa, renascentista, toda ela é revestida a azulejo.
De entre o património civil, destacamos a Quinta do Sá, a Casa da Quinta do Alferes,
e na Quinta do Fidalgo encontra-se um trecho de aqueduto datado de 1853. Nos antigos estábulos da Quinta de Vairão, funciona o Museu Agrícola de Entre Douro e Minho que, dada a sua qualidade foi galardoado com a Menção Honrosa de Prémio do Museu Europeu em 1991. Actualmente encontra-se guardado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, aquele que é considerado o primeiro documento de língua Portuguesa conhecido como “Notícia de Torto”.
Este fazia parte da documentação do Mosteiro de Vairão.
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