OUTEIRO

Outeiro Maior, é localidade já referida nas “Inquirições” de D. Afonso II, em 1220. As Inquirições feitas por vários reis e por diversas vezes já mencionadas, eram elaboradas por forma a acessar os abusos protagonizados pela nobreza e clero relativamente aos bens da coroa e portanto tinham por objectivo fortalecer o poder Real e a centralização administrativa.

Nas “Inquirições” de 1258 para além de se falar de “S. Martinho de Entre Ave e Este” acrescenta-se “parrochia ist est honor militum de veteri, de genere Domini Fafie Goterri”, isto é, esta paróquia é honra dos Cavaleiros desde antigamente, da descendência de D. Fafia Guterres.

Sobre a existente Quinta dos Cavaleiros, o padre Carvalho da Costa, por inícios do Séc. XVIII, diz ser dos Cavaleiros Templários.

Pena é que o conjunto da Casa com a Quinta de Cavaleiros, não tenha ainda sido objecto de protecção e recuperação, pois tanto pela sua antiguidade como pela sua história, o mereciam.

A Casa dos Cavaleiros aparece em documentação medieval e sabe-se que em 1393, Estevão Ferreira aqui institui morgadio.

A antiga Igreja Paroquial de Outeiro Maior é um templo bastante singelo com traça setecentista. Apenas destacamos, pela sua antiguidade, a Pia Baptismal que aparenta ser do Séc. XVI ou XVII.

A actual, é um edifício de traça contemporânea, cuja frontaria é protegida por um alpendre apoiado em quatro pilares. Ergue-se à sua frente, em seis pisos aos quais se acede por escada em caracol, a cilíndrica torre sineira.