MOSTEIRÓ

Mosteiró, berço do frei António de Santa Bárbara, da Ordem de Santo Agostinho, descalço pregador nos primórdios do Séc. XIX e do ilustre historiador padre Agostinho Antunes de Azevedo, a quem foi erigido sentido monumento onde se pode ler “Ao Padre Agostinho Antunes de Azevedo porque serviu a sua terra MCMXLV”, de acordo com pergaminho de 1059, deve o seu nome a um antigo e pequeno mosteiro de freiras, do qual hoje não restam vestígios.

Do espólio monumental que a freguesia guarda, evidenciam-se a Igreja Paroquial, que data de 1844, e que abriga no seu interior interessantes altares em talha dourada provenientes do Convento de S. Bento do Porto.

Toda revestida a azulejo, na frontaria rasga-se um amplo portal em esquadria sobrepujado por um frontão triangular interrompido ao qual se sobrepõe um janelão gradeado rematado por um frontão em arco redondo. No vértice da empena, sobre uma sólida base ergue-se a pétrea cruz, ladeado por dois robustos fogaréus.

A torre, quadrangular, é divida em três andares sucessivamente mais estreitos. No andar térreo, a pequena porta e um óculo, no do meio, o relógio e no topo as sineiras. Acima, no topo, a cúpula de forma piramidal, em redor desta uma pequena balaustrada ornamentada com pequenos pináculos.

Singelo cruzeiro adorna o centro do largo da feira.

Também parte deste espólio fazem parte os marcos divisórios da freguesia que foram colocados em 1670 e ostentam o bastão de S. Gonçalo inscrito no granito.

Uma nota para a mais antiga botica do país que se situa no Lugar da Lameira.