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Modivas situa-se na parte sul do Concelho. Em tempos perdidos na noite dos tempos, o homem por aqui passou e se fixou, como comprovam os diversos instrumentos líticos, entre os quais um biface “Acheulense”, encontrados perto do lugar de Soutelo.
Nomes de lugares como “Agra Atrás das Mámuas”, parecem documentar a fixação humana nestas paragens, pois indiciam que por ali tenham existido túmulos megalíticos. Já do período da Ocupação Romana, foi encontrada uma estela funerária romana em Modivas de Baixo. E ass im, galgando milénios e séculos, chegamos à primeira referência documental, datada de 1033, que se refere a uma “uila plana (...) mola de olibas alphe
montis castro boue territorio labrense et portugal in iglesias”, o conhecido documento “Mola de Olibus. Nas “Inquirições” de 1258 surge “ville que vocatur Mola Olivarum Superna et collecionis Sancti salvatoris”. Em 1527 já se escrevia com a grafia que hoje conhecemos. Bem mais recente é a Igreja Paroquial de Modivas. Datada do Séc. XVIII, a torre sineira ter-lhe-á sido adossada no século seguinte. O conjunto aparece-nos um pouco desequilibrado dadas as dimensões e tamanho da torre que
parecem excessivas quando comparados ao tamanho do corpo da Igreja. Sóbria e alva, a frontaria exige um brioso pórtico em esquadria debruado a cantaria que é rematado por um frontão interrompido, em cujo centro se exibe uma vieira encaixada num arco abatido. Logo acima abre-se um janelão gradeado de verga curva. A empena é rematada por frontão triangular interrompido de cujo centro se ergue a aprumada cruz. De cada lado, assentes sobre os cunhais, elegantes pináculos. A torre é também debruada a cantaria e dividida em três
andares por elegantes estribos. Uma esfera em cantaria adorna o seu piso central, e no último piso moram as sineiras, que se antevêem por arcos ovalados. Sobrepujando a cornija que acompanha em forma os arcos das sineiras, ergue-se a cúpula bolbosa rodeada por quatro pináculos.
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