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Malta, cuja toponímia primitiva seria “Cornes”, em diploma de 1097 aparece assim localizada: “villa cornias subtus mons castro boue território portugalense discurrente ribulo labrugia”. O seu orago é referido no “Rol das Igrejas do Rei” –
“Sancta Christina de Cornas” – e nas “Inquiriçoes" de 1258 – “Sancta Christina de Cornis” e no “Censual do cabido da Sé do Porto” chega-nos como “Sancta Xpistinae de Cornis”. Depois de várias grafias, em 1789, o Padre Agostinho Rebelo de Sousa, já se lhe refere como “S. Christina de Malta”.
A denominação Malta, segundo Domingues Moreira, foi-lhe posta pelos Cavaleiros da Ordem de Malta que “... deram o nome à freguesia por dela serem padroeiros.” E segundo alguns autores terá sido o frei Manuel da Costa, pároco da freguesia entre 1683 e 1710, quem primeiro assim lhe deu o actual nome, por ser abadia da Ordem de Malta. A data de construção da Igreja Paroquial de Malta remonta a 1637. Esta Igreja apresenta-se-nos singela e
airosa. A sua alva frontaria é com singela elegância evidenciada pela cantaria que debrua não só a sua porta em esquadria como o amplo janelão que acima se lhe ergue. Coroando todo o conjunto, ao centro uma esbelta cruz pétrea equilibrada na sua base bulbosa, flanqueada por dois robustos pináculo s. Do seu lado direito, ergue-se o que podemos designar de uma pequena torre com passagem por um arco redondo perfeito, com duplo campanário no seu topo. Ainda no domínio da arquitectura eclesiástica, de referenciar ainda a Capela de Santa Apolónia, também construção do Séc. XVII, mais precisamente 1699. Domina a fachada desta Capela um amplo portal neoclássico cuja imponência lhe é conferida
pelo belo frontão triangular. Uma última anotação para a Casa dos Cavaleiros da Ordem de Malta, construção setecentista que integra uma torre de três pisos.
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