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 Macieira da Maia, tal como as suas congéneres, também apresenta evidências de ocupação humana desde pelo menos o Neolítico. Existe, no lugar de Sabariz, uma Mamoa que apesar de meia destruída é ainda visível, embora aparentemente não tenha sido nem estudada nem escavada. Da época romana, encontraram-se nos
“campos do Pereira”, perto da Igreja Paroquial, vestígios de tégulas e pedra aparelhada. Quanto à denominação desta freguesia, não parece deixar dúvidas; uma vez que macieira provirá do latim “matiana” que naturalmente significa maça e “da Maia” referir-se-à aos tempos em que a freguesia pertencia às Terras da Maia.
Em documento de 974, aparece assim referenciada “rribulum aue inter uilla mazanaria et forneilu”. Dos imóveis dignos de menção, temos a já aludida Ponte de D. Za meiro, que liga esta freguesia à de Bagunte. Na opinião do Dr. Brochado de Almeida, esta ponte já existiria em 1185, mas a primeira referência escrita que lhe é feita, data de 1220 e relaciona-a com Bagunte: “ quod dominus rex Alfonsus dedit illa ad pontum de
domno Zameiro (...)”. Possuindo 8 arcos, a diferente forma destes, uns mais redondos outros mais apontados, parece apontar para várias reconstruções ao longo dos séculos. No entanto para uma classificação arquitectónica, a mais correcta será provavelmente, a de pertencente ao estilo românico. De facto, a única certeza é que é medieval. Como curiosidade, o seu depósito de água lembrando a antiguidade da freguesia, qual torre ameada de castelo.
A Igreja de S. Salvador data de 1876 e apresenta-se-nos com uma fachada azulejada e portal em esquadria encimado por uma cartela com inscrição, sobrepujado por uma janela gradeada. No tímpano da empena um pequeno óculo. Adossada ao seu lado direito ergue-se a torre sineira de dois andares.
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