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Labruge, é habitada desde o alvor da memória. O Castro de S. Paio, único na sua localização tão próxima ao mar, atesta a sua antiguidade. A protecção ao Castro foi conseguida pelo lado do mar por uma forte penedia e pelo lado da terra por um fosso. Do espólio ali encontrado contam, uma mó emolítica incompleta, o fragmento da parte superior duma mó redonda, e uma concha de molusco foi encontrada juntamente com cerâmica e
instrumentos líticos. Os vestígios encontrados neste Castro parecem indicar que nele se desenvolveria não só a actividade agrícola como a piscatória.
No Séc. VXIII neste local foi construída uma singela Capela com vocação a S. Paio. O documento mais antigo que se refere a estas terras, parece datar de 1033 “inter que et labrugia”. Mais tarde, em 1058, um documento inserido no “corpus” intitulado “Portugalia Monumenta Historica” assim se lhe refere “eglesis uocabulo sacto iacobo de labruia”. Um outro documento datado
de 1059, refere-se à venda de um prédio rústico na antiga aldeia de Egarei. Ao longo dos séculos, naturalmente que a grafia do termo foi sofrendo diversas alterações; fica o apontamento de algumas: “Lavrugia”, “Lavrigie”, “Alabruga”, “lauruja”, “lauruya”,
“lauria”, “Alaurugia”.
Esta freguesia pertenceu até 6 de Novembro 1836, ao Concelho de Bouças (hoje Matosinhos), passando nesta data a integrar o de Vila do Conde, mas a 24 de Outubro de
1855, voltou à sua origem, só reintegrando novamente o Concelho de Vila do Conde, de forma definitiva, por Decreto de 18 de Outubro de 1871.
Sob o ponto de vista de património religioso edificado, encontramos a Igreja Paroquial e a já referida Capela de S. Paio, ambas datadas do Séc. XVIII, e o Cruzeiro de S. Paio. Uma ponte de dois arcos abatidos, sobre o pequeno rio Onda, completa o seu espólio.
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