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Junqueira,
detém vasto património histórico e monumental. O Mosteiro de Junqueira, do qual hoje só resta a Quinta, foi fundado pelo arcediago Arias, no Séc. XI. Em 1136, D. Afonso Henriques doou-o a D. Paio Guterres com todas as suas terras entre as quais Gazim. Em 1180, a grande família nobre deste D. Paio Guterres acrescentou bastante o patr imónio do mosteiro que desta forma obteve Carta de Couto a qual abrangia as freguesias de S. Martinho do Outeiro Maior e Santo Isidro.
Este mosteiro foi extinto por bula do Papa Clemente XIV, em 1770, e os seus bens incorporados no convento de Mafra. Na Quinta do Mosteiro, para além dos belos e frondosos jardins, podemos admirar o que resta da imponência de um Aqueduto que àquelas terras trazia a água e diversas fontes em cantaria.
Esta freguesia, celebriza-se na obra “A Filha do Arcediago” de Camilo Castelo Branco, através de uma estalagem onde se relata a noite atroz que o arcediago ali passou, atormentado por um exército de pulgas sedentas de sangue. A tal estalagem é conhecida por Estalagem das Pulgas, e situa-se no lugar de Casal de Pedro. A imp onente Igreja Paroquial de Junqueira remonta a meados do Séc. XVIII e é
dedicada a S. Simão e S. Judas Tadeu. O corpo, exibe toda a sua imponência na altiva fachada barroca. O pórtico rectangular é ladeado por duas colunas de plintos e fustes decorados, sobrepujados por capitéis de tipo “coríntio” que sustêm um frontão interrompido no vértice por duas volutas. Em ambos os extremos do frontão erguem-se dois pétreos fogaréus.
Acima do pórtico um belo e harmonioso conjunto se abre. No centro, uma altíssima janela de recorte ovalado, ladeada por dois nichos pertencentes aos seus padroeiros (S. Simão e S. Judas Tadeu) encimados por belos vitrais. Coroando todo este conjunto, balaustrada com cruz ao centro la deada pelas duas torres sineiras. Do património
reli gioso edificado, convém ainda destacar a Capela de Nossa Senhora da Graça –
Imóvel de
Interesse Público desde 1978, e a Capela de S. Mamede. A Quinta da Espinheira cujos limites vão até Tougues e Touguinhó e diversas outras casas solarengas, entre as quais, as das Quintas da Garrida, da Boavista e das Camélias, e da Ralé, completam o vasto património desta Freguesia
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