GUILHABREU

Guilhabreu é, como atesta a “Mamoa de Guilhabreu”, terra mui antiga. Estudada por Elisero Pinto e Afonso do Paço, de entre o seu espólio contavam micrólitos trapezoidais, facas de sílex, pontas de seta, machados de pedra polida, partes de uma mó manual, contas de colar e um conjunto de cerâmica campaniforme datado de entre 2.000 a 900 a.C.

De um período bem posterior, Séc. IV, será a “Villa” romana de Paiço no lugar de Vila Boa. Aqui foram encontrados mosaicos, capitéis e uma necrópole do tipo “columbário” ao que parece rara em Portugal. Descoberta na década de 60 a necrópole consistia numa espécie de corredor com seis nichos, onde se encontraram urnas de cerâmica que se destinariam a cinzas dos defuntos.

A mais antiga referência a Guilhabreu, surge em documento de 976 e mais tarde em 986 “uilla uiliaredi” ou “uilliabredi”. Já em documento de 991, a paróquia aparece assim citada: “eglesia uogauolum sancto martino que est fundata in uila uilaredi”. As “Inquirições” de 1258 falam de “Guilavreu” e em 1262 no “Censual do Cabido da Sé do Porto” de “Guylhoureu”. Só passados dois séculos, em 1542, no mesmo Censual se regista “Guilhabreu”.

Do património edificado sobressaem as Capelas de S. Lázaro e Senhora do Amparo, Aqueduto e Cruzeiro de Santa Eufémia e naturalmente a Igreja da S. Martinho.

Esta última foi erigida em 1883, sobre a anterior. Evidenciando a sua singularidade, a torre sineira, de dois andares, situa-se não sobre um dos tramos laterais mas sobre o tramo central.

A aprumada fachada é dividida por alva cantaria em três tramos. No tramo central abre-se um pórtico de arco redondo debruado a cantaria, sobrepujado por um janelão em forma de losango. Ambos os tramos laterais apresentam duas amplas janelas, em arco redondo igualmente debruadas a cantaria. Encimando os tramos um frontão central em arco abatido.