GIÃO

Gião, dista cerca de 7 km de Vila do Conde e está rodeada por Vairão, Canidelo e Malta, Modivas e Fajozes.

Em documento datado de 921, atribui-se a venda de um prédio rústico, pertencente ao lugar de Tresval, feita por Ezaredo e Esposa Astrildi a Adão e Esposa Fervilo. Na documentação coligida pelo P. Domingos Moreira, sobre a Igreja de Santo Estêvão“ecclesia Santi Stephani” – que se presume de Gião a mais antiga referência data de 1143. No “Rol das Igrejas do Rei”, da primeira metade do Séc. XIII surge como sendo dependente de Vairão – Sanctus Stephanus subjectus de Vairam”. Nas “Inquiriçõe”s de 1258 surge-nos nos seguintes termos “Ville que vocatur Juyam supernus et collacionis predicte Sancti Stephani”.

A Igreja Paroquial de Gião é de fábrica setecentista.

Na sua frontaria, ladeando o amplo pórtico, encontram-se representados em painéis azulejares as imagens de Sto. António e a da Anunciação. Rematando-o, um frontão apontado de lados côncavos. Sobrepujando-o um janelão em esquadria gradeado. No tímpano da empena deparamos com um terceiro painel azulejar figurando dois Arcanjos ladeando o Santíssimo Sacramento. Ao estilo da época, um frontão triangular mistilíneo coroa a fachada. Uma cruz granítica serve de remate às empenas laterais e flanqueando-a dois fogaréus.

A sua esguia torre sineira foi posteriormente construída, a norte da fachada, no Séc. XIX e é dividida em três pisos por molduras de cantaria em meia cana, e coroada por cúpula pétrea bolbosa rodeada por quatro fogaréus.

Perto deste templo ergue-se um esbelto Cruzeiro de fuste cilíndrico apoiado numa base bulbosa. No seu topo, sobre um capitel, a cruz de braços trifoliados.

Do património edificado fazem ainda parte as seguintes casas Solarengas: A Casa de Santo Estêvão, a Quinta do Mindela e a Quinta das Flores, todas elas construídas no Séc. XIX.