ARCOS

 

Arcos, ou S. Miguel de Arcos,  parece dever a sua designação à Ponte dos Arcos que se sobrepõe ao Rio Este. Há ainda autores que sugerem que esta designação ter-se-á fundamentado nuns memoriais que, pela Idade Média, lá teriam existido.

                Mas os vestígios de vida humana no território desta Freguesia remontam a uns séculos antes, por altura da fixação da Civilização Castreja. A prová-lo, o Castro de Argifonso, situado no Monte do Castelo e muito perto da famosa “Via Veteris”.

                Construída pelos romanos ou medieval em estilo românico, a ponte acima referida, cujo arco central ligeiramente apontado e maior é ladeado por arcos um pouco menores e redondos, é Imóvel de Interesse Público desde 1982.

                A sua antiguidade é atestada pelo testamento do Cavaleiro da Maia – Rui Martins Boilouro – lavrado a 30 de Janeiro de 1347. Neste documento, o testamentário lega 40 soldos para que lhe sejam construídos os peitoris.

                Ainda de entre o património edificado destacamos: a Quinta do Beleza, tendo o seu portão com pedra de armas em estilo barroco, datada de 1755; a Casa da Quinta da Fritosa, do Séc. XVIII, a Quinta do Capelão do Séc. XIX.

                A Igreja Paroquial é também do Séc. XIX. A frontaria surge-nos ladeada por garbosa torre sineira de três andares. Ao nível térreo, uma porta e varanda gradeada. Ao centro, o relógio. E lá em cima, as sineiras.