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 A Igreja Matriz de Vila do Conde (S. João Baptista), possui arquitectura gótica, manuelina e renascentista.
Esta Igreja do período gótico tardio, possui planta em cruz latina com 3 naves de diferente altura e cabeceira tripla, e imponente portal axial Manuelino. Encabeçada por João Rianho, iniciou-se a sua construção em 1496/1497 mas, volvidos cerca de 4 anos, em 1500, Sancho Garcia vem substitui-lo na continuação da obra. Por carta régia, de 5 de Dezembro de 1502, expedida de
Arrifana da Feira, D. Manuel I intervém na construção da Igreja. Nessa carta, em troca do seu auxílio financeiro, El-Rei impõe determinadas condições tais como expropriações de terrenos necessários para a edificação da mesma, sendo os proprietários das casas que lá habitassem indemnizados. Definia, também, o traçado da igreja e do espaço em seu redor. Em 1506 , dão-se por terminados os trabalhos da cabeceira. Em 1509 a direcção da obra passa para Rui Garcia de Penagós, mas dadas as dificuldades que tal obra
apresentava, principalmente no concernente aos abobadamentos, em 1511 foi chamado João Castilho, “mestre da capela da Sé de Braga”, o qual levou a bom termo a conclusão dos trabalhos na data de 1515.
Autores há, propondo esta data como sendo a da chegada do Mestre ao local. A mencionar como características particulares, as paredes que formam a nave central e a capela-mor, em toda a sua extensão, estão coroadas por duas ordens de merlões. Espalhadas ao longo dos ângulos
dos telhados, gárgulas de formas diversas, servem não só para o escoamento das águas pluviais como também para o afastamento de todos os males. Na idade Média eram ornamento quase que obrigatório para os monumentos ogivais. Finalmente, os devotos e demais população, podem admirar a obra, tanto pelo exterior como pelo seu interior. A capela lateral é totalmente revestida a azulejo do Séc. XVII. O janelão voltado a Oeste mostra uma cena de Cristo de fortes efeitos cromáticos. Os vitrais datados do princípio do Séc. XX, e executados em
Paris, representam a vida de S. João Baptista. A Pia Baptismal em estilo Manuelino. E para finalizar, a sólida torre sineira em forma quadrangular, que se evidencia da frontaria, pela quase total ausência de ornamentação, com excepção para o balcão de balaústres assente em 3 mísulas. A torre sineira, renascentista, construída nos Séc. XVI / XVII, tem o seu sino grande colocado apenas no Séc. XVIII, em 1737.
 Recentemente, em 1997, foi esta Igreja vistoriada, por forma a acessar
os possíveis problemas e desgastes que o tempo na sua marcha inexorável vai deixando marcado por todos os nossos monumentos. Está classificado “Monumento Nacional” desde 1910.
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