INTRODUÇÃO

Entre o rio Ave e o mar, espraiando-se por uma área de 142 km2, e distando cerca de 23 km da cidade do Porto, o Concelho de Vila do Conde pertence à Área Metropolitana do Porto – AMP, sendo constituído por 30 freguesias cujos nomes passamos a mencionar: Arcos, Árvore, Aveleda, Azurara, Bagunte, Canidelo, Fajozes, Ferreiró, Fornelo, Gião, Guilhabreu, Junqueira, Labruge, Macieira, Malta, Mindelo, Modivas, Mosteiró, Outeiro, Parada, Retorta, Rio Mau, Tougues, Touguinha, Touguinhó, Vairão, Vila Chã, Vila do Conde, Vilar e Vilar do Pinheiro.

                Este Concelho é servido por artérias como a A3 (Porto-Braga) e a E.N. 13 (Porto-Póvoa de Varzim) e rodeado pelos Concelhos da Matosinhos, Maia, Trofa, V. N. Famalicão e Póvoa de Varzim.

                No litoral Vilacondense o desenvolvimento económico do Concelho traduz-se na implementação dos Parques Industriais, nomeadamente nas freguesias de Varziela, Fajozes e Mindelo, que naturalmente implementam o Comércio, Indústria e Serviços.

                A construção e reparação naval, é actividade secular no Concelho e o seu prestígio internacional, está patente na existência de um dos maiores estaleiros europeus na construção de embarcações de madeira. Aqui foram construídas Naus Quinhentistas que, rompendo mares e tempestades, ao mundo deram a conhecer o nome de Portugal.

                A pesca, essencialmente radicada na pitoresca Caxinas, é um sector que, embora em constante declínio, empregava em 1981 cerca de 9% da população activa total. Embora com menor número de embarcações e de tonelagem média que Matosinhos ou Viana, nos portos de Vila do Conde verifica-se uma tendência crescente para a pesca artesanal e costeira.

A parte interior do Concelho dedica-se à Agricultura e Pecuária.

No Artesanato Vilacondense destaca-se a cestaria e a tecelagem.

A importância do mar em Vila do Conde tem expressão significativa no artesanato característico desta região, no qual se destaca sem dúvida uma arte que se julga provir de Flandres. Falamos da Renda de Bilros.

Esta renda, tão mimosa, bela e leve, era por alturas do Séc. XVI, tão popular no adorno dos vestuário da nobreza e clero portugueses, que o rei D. João V em 1749, proibiu a sua utilização, por forma a controlar a ostentação. O golpe na indústria foi tão grande que uma rendilheira de seu nome Joana Maria de Jesus, em defesa de toda a classe, decidiu reunir todas as rendilheiras do Norte de Portugal em protesto. A Corte anuiu e as rendas voltaram a usar-se. Mais tarde, com o aparecimento das máquinas, esta arte secular manual decaiu, só voltando a recuperar-se em 1919 com a criação da Escola de Arte e Ofícios Baltasar do Couto. Hoje, o Museu das Rendas de Bilros, situa-se na solarenga Casa do Vinhal, cuja construção remonta ao Séc. XVIII.

Mas que tipo de renda é esta? Trata-se de uma renda genuinamente portuguesa, cujos desenhos são essencialmente de temática marítima, tais como peixes, conchas, búzios e até “as ondas do mar”.

Elabora-se um “pique” (cartolina onde se picota o desenho), que será posteriormente fixado á almofada por intermédio de alfinetes e sobre o qual será elaborada a renda. As linhas fixam-se aos bilros de madeira, ou marfim, que se utilizam na execução do desenho.

O resultado, dada a espessura da linha, é uma renda fina, com delicados e elaborados desenhos.

Em Vila do Conde, na marginal juntinho ao Ave, foi uma estátua erigida em homenagem a todas essas rendilheiras de tão nobre e delicada arte.

                Parte da Tradição deste Concelho são, naturalmente, Festas e Romarias que se realizam em cada uma das suas freguesias. Assim temos: em Arcos a Senhora das Neves; em Árvore o Divino Salvador; em Aveleda a Santa Eulália; em Azurara a N. Sra. das Neves e S. Donato; em Bagunte a N. Sra. de Fátima e N. Sra. da Ajuda; em Canidelo a Sra. das Candeias, S. Brás e Sta. Luzia; em Fajozes o Santíssimo Sacramento; em Ferreiró a Santíssima Trindade e Sta. Marinha; em Fornelo a N. Sra. da Saúde, S. Martinho e S. António; em Gião o Santíssimo Sacramento; em Guilhabréu a N. Sra. de Fátima, Queima Judas e Sta. Eufémia da carriça; em Junqueira o S. Simão, Santíssimo Sacramento e Sra. da Saúde; em Labruge o St. Amaro e S. Paio; em Macieira da Maia o Santíssimo Sacramento; em Malta a Santa Apolónia; em Mindelo o S. João e S. Pedro; na Paradela a N. Sra. de Fátima; na Retorta a Sta. Luzia e Sta. Marinha; em Rio Mau o S. Cristóvão, Sra. do Alívio e Sra. dos Mal Guiados; em Tougues o S. Vicente, Santíssimo Sacramento e Sr. do Padrão; em Touguinha o S. António do Monte; em Touguinhó o Santíssimo Sacramento e N. Sra. do Resgate; em Vairão o S. Bento e Sto. Ovídeo; em Vila Chã o S. Pedro dos Pescadores; em Vila do Conde o Sto. Amaro, N. Sra. da Guia, S. Brás, Corpo de Deus (com os lindíssimos tapetes de flores embelezando as ruas), S. João, Sr. dos Navegantes N. Sra. da Lapa, N. Sra. do Socorro; em Vilar a Santa Maria, Conferência da N. Sra. da Expectação e Sra. dos Caminhos e em Vilar do Pinheiro a Procissão das Velas, Santa Marinha e Cortejo das Oferendas.

Ainda a destacar a Festa do Desencouco ou Feira do Gado que se realiza no último domingo de Março e a Feira de Santa Ana também em Março mas sem dia fixo em Bagunte; a Feira da Páscoa, na segunda-feira de Páscoa em Macieira da Maia, a anual Feira das Sementes e a Feira de Santa Apolónia a seguir ao segundo domingo de Agosto em Malta, a Feira da Lameira ás quartas-feiras em Mosteiró, a Feira de S. Bento em Vairão; e em Vila do Conde a afamada Feira Nacional de Artesanato que se realiza em Agosto, para além da Feira Grande de Janeiro e a Feira Semanal que se realiza às sextas-feiras.

                A Gastronomia Vilacondense, prima na doçaria conventual, na qual salientamos, As Cavacas, os Tolos, as Rosquinhas, os Beijos de Freira, os Pasteis de Santa Clara, as Sapateiras e as Empadas.

Ao nível cultural, não podemos deixar de mencionar para além da Biblioteca Municipal, o Museu Agrícola de Entre o Douro e Minho, o Museu da Cooperativa Agrícola de Vila do Conde, o Museu de Arte Sacra do Santíssimo Sacramento, o Museu Etnográfico, o Museu dos Bombeiros, o Museu das Rendas de Bilros, o Museu do Mar, o Museu dos Telefones em Vilar e naturalmente a Casa-Museu José Régio.

De entre as personalidades que aqui nasceram, habitaram ou apenas veraneavam, destacam-se José Régio e Júlio Saul Dias, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Guerra Junqueiro e Sónia e Roberto Delaunney.

A par das suas belas e alvas praias, conta também com moderna piscina onde os veraneantes podem desfrutar de momentos de lazer.

Do vasto monumental histórico erigido que este Concelho possui, temos o seu desenvolvimento nas respectivas freguesias.

Com a Breve chegada do Metropolitano, ficará mais perto dos Concelhos que, na AMP o rodeiam..

Esta rede, terá uma extensão de 70 quilómetros, constituindo assim o maior sistema construído na Europa de uma só vez. Destes, 50 resultam do reestruturação das linhas ferroviárias já existentes, sendo os restantes 20 construídos a partir do nada.

Para uma ideia da amplitude desta obra, diremos somente que é cerca do dobro da extensão total do metro de Lisboa e cerca de 10 vezes maior que a do metro de Estrasburgo.

Esta rede incluirá para além da linha já enunciada, mais três com um total de 66 estações, das quais, 11 serão subterrâneas.

Prevê-se a sua conclusão para 2004. O total deste rede foi desenhado por forma a que, duas linhas sirvam o centro da AMP – Campanha/Sr. De Matosinhos e Sto. Ovídio/Hospital de S. João – e outras duas para uma deslocação rápida Trindade/Trofa e Trindade/Póvoa do Varzim