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Campo,
desde tempos imemoriais viu as suas terras povoadas pelos
Celtas. O seu próprio nome é de origem Celta. Este povo
terá sido o primeiro a explorar ouro nestas terras. Outros povos
ter-se-ão encaminhado nestas direcções procurando a riqueza das
suas terras. Os Fojos e as sepulturas da Necrópole
Romana da Corredoura, comprovam a presença dos Romanos
nesta região, que “estendia-se desde o Castro para Couço e para o
Salto e pela Agra de Gallegos (que se estendia pelo Chão) onde, no
ano 40 pouco mais ou menos, foi levantada pelos povos de toda a
Gallecia uma lápide em memória de um governador que os tratara
humanamente.” Essa pedra epigráfica encontrada no Campo
de Sant’Anna em Braga e referenciada no Cathálogo
dos Bispos do Porto na descrição de Entre Douro e Minho
contêm a seguinte inscrição: “ C. CAESARI. AUGISTI. F./PONTIFIF.
AUGURI. /GALLECIA” a qual “... fôra levada das minas e
vestigios romanos que havia em um valle do logar de Vallongo,
duas leguas acima da cidade do Porto, e era base de um padrão que
este cidadão n’aquelle valle erigira a Caio Cesar ...”.
Até ao Séc. XI, era
Valongo que pertencia à Freguesia de Campo da qual se separou nessa
altura.
Só em 1836 é que S. Martinho de Campo foi integrado no
Concelho de Valongo, deixando, para esse fim, de pertencer ao então extinto
Concelho ou Julgado de Aguiar de Sousa.
Segundo a Coreografia Moderna do
Reino de Portugal de 1875, S. Martinho do Campo vinha
referenciada com o nome de Recesinhos de Ponte de Ferreira, como
pertencendo à Abadia do Convento de Vilela e que depois passou para a
alçada do Bispo e integrada no então Concelho ou Julgado de Aguiar de
Sousa.
A Ponte de Ferreira é
mais um dos marcos históricos de Campo.
Esta ponte medieval de triplo
arco apontado, foi o palco onde se desenrolaram as hostilidades travadas entre
D. Pedro IV e o seu irmão D. Miguel, em de 23 Julho de 1832,
na batalha que tomando-lhe o nome ficou conhecida, como Batalha da Ponte de
Ferreira.
Nesse local se debateram os dois exércitos, para a travessia do rio.
Junto à ponte encontra-se o Nicho das Alminhas que data do Sec.
XVII.
A Ponte de Luriz, também
medieval é muito semelhante em construção à Ponte de Ferreira. Por esta
ponte ainda hoje transitam automóveis.
O Núcleo Interpretativo do Parque Paleozóico perto da
Ponte de Ferreira está instalado num antigo moinho de água.
Neste espaço, em exposição encontram-se
alguns espécimes fossilizados encontrados por todo o Concelho de Valongo.

Na Igreja Matriz, construída no início do Séc. XX
– 1902/1910 - merece destaque o Altar-Mor em talha dourada barroca
com painéis em azulejo de tons azul e branco.
Sendo S. Martinho o seu padroeiro é
festejado a 11 de Novembro. Festeja-se também a Nossa Senhora da
Encarnação no último Domingo de Maio.
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