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Valpedre,
além do Castro do Monte Mozinho, tem a Necrópole da Cruz
da Giesteira que, constituída por três mamoas, se
encontra seguindo por um caminho que vai do lugar de Vala
(Valpedre) até ao sítio da Cruz da Giesteira.
A sua
documentação chega-nos através das Memórias do Mosteiro da
Pendorada (1086), das Inquirições de 1258, do
Arrolamento das Paróquias de 1320, do Cadastro da População
do Reino (1527) e do Censual da Mitra do Porto.
Contam-nos
escritos que o nome Valpedre terá a sua origem numa
história de um lavrador chamado Pedro que deu a uma
antiquíssima ermida dedicada a Sant’Iago apóstolo, para a
sua fábrica, um campo chamado Vale de Pedro.
Esse campo
estaria junto à capela que, passados anos, se transformou em
Igreja Paroquial, com o nome de Val Pedre.
Outros dizem
que o tal campo foi dado por Pedro para passal do abade.
Qualquer que
seja a verdadeira história, mais tarde o nome do local passou a
designar todo o espaço ao redor da Igreja, que é hoje a
Freguesia de Valpedre.
O documento
mais antigo em que se regista esta doação data de 1079,
anotando “vila petris”. Ainda nesse ano, uma dama de nome
godo Moniz, viúva de um
Sarrazínio, faz a seu filho Lúcido Sarrazínio e sua
mulher Gelvira Moniz doação de “mea ratione de Sancti
Iacobe de Villa Pedri cum adjectionibus suis”. Isto é, a sua
parte do padroado da Igreja de Sant’Iago de Valpedre,
pelos serviços prestados.
Até ao Séc.
XII, grande parte da Freguesia pertencia a fidalgos,
entre eles os portucalenses Gascos (de Ribadouro) e também
a estirpe dos fundadores de Paço de Sousa, entre os quais
Ermígio Viegas e Mónio Viegas (filhos de D. Egas
Moniz e de D. Toda Ermiges).
D. Ermígio
Mendes, que aqui teve uma “quintã” (paço de honra), foi
poster iormente
senhor da honra de Valpedre e padroeiro da igreja, em parte
(a outra parte era dos herdadores-vilões).
As
Inquirições de l258 referem: ‘‘na villa fue voactur
Valpedri et parrochianorum sancti Iacobi ejusdem loci”, na
paróquia não entrava o mordomo da Coroa nem “se lhe faz aqui
foro”, por ser de senhores que tinham “propter dominium
quod habent”, isto é honra, com a existência dos dois paços
senhoriais.
Partindo da
Igreja Paroquial percorre-se uma Via-sacra, que termina
na Capela e calvário de Valpedre, onde se destaca a
Cruz de Cristo, esculpida em granito.
Já a Cruz
da Giesteira é um monumento construído, segundo a tradição,
para marcar as léguas. A confirmá-lo, o Cruzeiro das Lampreias,
situado na freguesia de Cabeça Santa a exactos cinco
quilómetros e meio do de Giesteira.
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