SEBOLIDO

- Sebolido, é uma freguesia que ao longo dos tempos pertenceu já a vários e distintos locais.

Inicialmente, tem a sua história ligada à de Canelas.

Num documento de 1109, pode ler-se: “sub domínio Penafidele loco predicto Cebelico et Canelas”.

O seu nome parece derivar de um tubérculo semelhante às cebolas, que por aqui abundava.

Nessa época seria uma “Villa” rústica de origem Germânica, tal como muitas outras existentes na sua actual área.

A Igreja Paroquial de São Mamede era na vila de Canelas.

Referida em documentos desde o Séc. XI e tendo pároco da apresentação da Ordem de São Bento, aparece-nos nas Memórias do Mosteiro de Paço de Sousa (1080), seguindo-se-lhe outros documentos a atestar a sua antiguidade, como as Memórias do Mosteiro de Salzedas (1205), as Inquirições de 1258 e o Censual da Mitra do Porto (1542).

Até ao Séc. XVIII, era parte integrante de Canelas donde, após a separação, se formou a Freguesia de Rio Mau.

Tal facto se encontra assim descrito no “Minho Pittoresco”: “ D’esta freguezia de Canellas desmembrou-se nos fins do século passado a actual de Sebolido, cujos lugares de Abetureira e Rio Mau, principio e fim da freguezia, passamos descendo o rio. O nome de Abetureira parece vir da palavra abeto, significando pois, o lugar um bosque d’estas arvores; o ribeiro de Couce, em cujas margens ficam as famosas penhas das Abetureiras.”.

A Igreja Paroquial o Cruzeiro e a Capela da Senhora do Monte, constituem o principal Património religioso edificado.

As suas festividades de ordem religiosa, existem por três ocasiões, sendo que a primeira é datada no Domingo mais próximo de 11 ou 12 de Maio, data em que se celebra a festa de Nossa Senhora do Monte, na secular Capela do mesmo nome.

Seguem-se-lhe as do Sagrado Coração de Jesus de 15 a 18 de Junho e a dedicada a S. Paulo de 11 a 13 de Julho.

Paralelamente, tem as suas casas tradicionais em xisto, o Solar de Sebolido e, para deleite de todos que lá queiram passar belos e solarengos dias de Verão, a sua formosa praia fluvial.

Devido à sua localização geográfica, desde sempre a sua população adoptou hábitos gastronómicos ligados ao rio. Assim, a lampreia e o sável, de todos os pratos da região, são os mais típicos e procurados, quando na época própria.