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Santiago,
encravada entre os rios Sousa e Mesio, a dois passos
das cidades de Penafiel e Paredes, tem uma área de seis
quilómetros quadrados e dista três quilómetros da sede do
concelho.
Chamou-se
Santiaguinho, para se distinguir da extinta freguesia de
Santiago de Louredo, a que esteve anexa.
No Séc.
XVIII, no entanto, era passada “certidão de verbas do
Censual sobre a igreja de Moázeres e sua anexa Santiago ou
Santiaguinho de Sub-Arrifana”.
Como o nome
indica, era uma pequena povoação logo abaixo da vila de
Arrifana (a cidade de Penafiel na Idade Média).
O seu termo
era então da honra de Moázeres, que foi de D. Egas Moniz,
e anda anexa à Igreja de São Martinho de Moazares e depois
com esta, à do Espírito Santo de Arrifana.

Testemunho da
sua antiguidade, são as Inquirições de 1220, o
Censual da Sé do Porto (Séc. XIII), Inquirições de
1258, Arrolamentos das Paróquias de 1320, Cadastro
da População do Reino (1527), e Censual da Mitra do Porto
(1542).
Desta
documentação, refira-se as Inquirições de 1220 onde já
aparece inventariada estando à época integrada no arcediago de
Penafiel, assim como ficou em épocas posteriores.
A sua
Paróquia foi um Curato anexo à Reitoria de
São Martinho de Arrifana de Sousa e o Cura apresentado
pelo respectivo Reitor.
Foi também
Freguesia pertencente à Comenda da Ordem de Cristo,
possuindo aqui bens, especialmente a nível de propriedades, o
Mosteiro de Paço de Sousa.
Do
seu património edificado destaca-se a Igreja Matriz,
restaurada, umas Alminhas dos fins do Séc. XVIII,
mais propriamente de 1785, uma ponte românica de
três arcos e a quinta de Monterroso, bonito e belo solar
novecentista.
A principal
festividade da Freguesia, é o Carnaval, aproveitado pela
população que, em cortejo com destino à sede do Concelho, faz
sátira aos políticos e aos casos mais marcantes da sociedade
local.
A 6 de
Março de 1934, tomou-se freguesia autónoma de Penafiel.
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