SANTA MARTA

- Santa Marta, situa-se no Nordeste do Concelho, sendo delimitada pelas Freguesias de Croca, Bustelo, Penafiel e Milhundos, à qual, em 840, estava anexada.

Antes do Séc. XIII, tinha como nome Santa Marta de Crasto e englobava o território da actual freguesia de Croca.

 No lugar de Portela do Monte, o Dólmen da Portela está classificado Monumento Nacional desde 16/06/1910.

Também conhecido como anta de Santa Marta ou Forno dos Mouros, tem cerca de 27 metros de diâmetro e ali está há mais de 4.000 anos.

 Situado numa passagem natural do Monte de Perafita, foi descoberto por Simão Rodrigues Ferreira que, no ano de 1864, dele deu a seguinte localização: “no lugar da Portela, pela parte de cima da ponte de Santa Marta (…) pela semelhança com um forno, denominando-o Forno dos Mouros e consta de quatro grandes e toscas pedras levantadas ao alto, sobre as quais pousa uma enorme galeria (…).” Rectificando esta informação, anos mais tarde, em 1890, diz o seguinte: “sete grandes pedras pilares, algumas partidas; as mais altas, sobre que assenta o grande penedo oblongo, têm mais de dois metros de circunferência.”.

Em 1940, Santos Júnior acrescenta que na face interna dos esteios se notavam pinturas, as quais, actualmente, não se podem confirmar.

Finalmente, Victor Oliveira Jorge, arqueólogo da Faculdade de Letras do Porto, fez o seu estudo definitivo, descrevendo o Monumento com grande precisão.

No imaginário popular, conta a lenda que foi uma velha moura quem, enquanto fiava, trouxe as grandes lajes desde os moinhos do ribeiro de Santa Marta...

De seu património edificado, a par do Dólmen, tem Santa Marta uma ponte romana sobre o Rio Cavalum e um grupo de sepulturas antropomórficas situadas a cerca de 150 metros da anta, conhecidas por sepulturas romanas.

A principal festividade religiosa da Freguesia, é em honra de Santa Marta, e decorre anualmente no dia 29 de Junho. No dia anterior, a feira anual, de nome Feira Franca, traz uma nova dinamização ao comércio local.

A agricultura, tem vindo a decrescer mas, paralelamente, a indústria têxtil tem vindo a desenvolver-se, de tal forma que as fábricas locais conseguem empregar não só a sua população como parte da de Freguesias vizinhas.