RIO MAU

- Rio Mau, situada a Sul do Concelho, é delimitada pelo Rio Douro que a banha a Sul e pelas Freguesias de Capela, Canelas e Sebolido.

Deriva o seu topónimo, sem dúvida, do ribeiro nascido ao norte, no Monte Mozinho, o qual desagua no Douro.

Rio” significa neste caso o mesmo que o latim "rivu", não propriamente um curso de água notável, como hoje, mas um ribeiro ou riacho – o que prova a antiguidade da designação do local.

Desde antes da nacionalidade, pertencia à paróquia de Santa Eulália de Pedorido, do Concelho de Castelo de Paiva, ao qual permaneceu anexada até ao Séc. XIX.

Por doações de cavaleiros e donos das estirpes, já no Séc. XII possuía aqui haveres o Mosteiro de Paço de Sousa.

Na composição de 235, entre o D. Abade e a Mesa Conventual, foi cedido à oficina dita de Santa Maria, “in Rivulo Malo, unum casale”.

Em 1250, por comissão de D. Afonso III, os priores de Vila Boa de Quires e de Vilela e o Juiz da terra de Aguiar deram sentença de não serem realengas as “herdades” do mosteiro em Rio Mau, adjudicando-as ao cavaleiro-fidalgo João Marfins de Ataíde e seus irmãos e aos mosteiros de que eram herdeiros.

Alguns dos haveres do de Paço de Sousa provinham de doação feita, em 1143, por D. Elvira Peres.

O tal casal “in Rivulo Malo” foi por certo doado, em 1161, por D. Soeiro Pais. Parece que esse casal se situava na Torre, como se vê de um documento de 1740 e de um emprazamento feito em 1600 a André Soares pelo convento.

No principio do Séc. XIX, os habitantes do lugar de Rio Mau, separados do resto da freguesia pelo Douro, requerem à Coroa a inclusão de Rio Mau em Sebolido.

Em 1911 Rio Mau era o lugar mais povoado da freguesia (126 fogos, 505 habitantes).

A principal actividade residia na pesca, que se fazia num vasto areal (hoje totalmente coberto pelas águas, por efeito da barragem de Crestuma-Lever), onde, desde Janeiro até fins de Maio, se empregavam mais de vinte barcos, à lampreia, ao sável, à tainha, ao mugem. Nos restantes sete meses pescavam-se outras qualidades de peixe que era vendido, algum para o Porto e a maior parte para as povoações circunjacentes.

Sendo a mais nova freguesia do Concelho de Penafiel, foi elevada a esta categoria em 30 de Novembro de 1984.