RIO DE MOINHOS

- Rio de Moinhos, é terra mui antiga, povoada desde aos tempos pré-históricos, como o comprovam os vestígios castrejos no Monte do Senhor dos Remédios.

A necrópole de Codes, posta a céu aberto em 1956/57,deu a conhecer para cima de uma dezena de moinhos circulares, pedras e um tambor de fuste liso, bem como sepulturas do tipo antropomórfico, e moedas de Constantino - Séc. IV d. C.

Como paróquia, a sua existência é bem anterior à Nacionalidade, pelo menos, desde 1097. Chamavam-lhe então, São Martinho de Molinos, nome que se veio a alterar para São Martinho de Vila de Moinhos e Rio de Moinhos.

Por essa mesma razão, crê-se, tem esta paróquia como orago, S. Martinho, cabeceira da Igreja Paroquial.

Numa parede interior, bonito painel de Nossa Senhora da Conceição.

Não sendo de grande valor arquitectónico, e de ser relativamente pequena para a necessidades actuais, é uma Igreja que serve de há muito a população de Rio de Moinhos.

Tal como o seu nome indica, foi terra de moinhos, dos quais é referida a existência desde o ano de 1080. Durante toda a Idade Média, foi notória a preponderância assumida pela freguesia nas actividades ligadas à moagem.

Também as pescas eram importantes para as suas gentes, e tornou-se célebre a Ponte Nova, situada no Pego do Pilar, já mencionada nas inquirições de 1258.

As pesqueiras, havia-as por todo o lado, mas o centro mais importante era o de Rio de Moinhos, documentados em actos de compra e doação ao Mosteiro de Paço de Sousa, desde a Idade Média.

Em 1474, um acordo reserva metade do produto pescado para o pescador, dois terços do restante para o Abade e um terço para o Convento.

Nas inquirições de 1258, já as pesqueiras de Rio de Moinhos eram motivo de controvérsia.

Por tudo isto se comprova, também, a antiguidade dos moinhos nestas terras das faldas do Tâmega.

O aproveitamento energético do Tâmega e dos seus afluentes, para moinhos e outros engenhos, dava lugar a locais propícios à pesca, os quais tomaram o nome de “pesqueiras”, que desde o Séc. XI, tinham o centro mais importante em Rio de Moinhos, documentado em actos de compra e doação ao Mosteiro de Paço de Sousa, desde a Idade Média.

A construção da Barragem do Torrão, entre esta Freguesia e a de Alpendurada da Vila, a escassas centenas de metros do centro da Vila, e a exploração da maior pedreira da Europa, com a consequente melhoria da rede viária e de transportes, contribuíram para o desenvolvimento da região.

O seu património cultural e arquitectónico, completa-se no sector religioso com a Capela de Nossa Senhora da Graça, Capela de S. Gonçalo, Ermida de Santo António, Ermida de S. João e, com a célebre romaria anual, a Ermida do Senhor dos Remédios que, do alto do monte com o mesmo nome, domina a paisagem até perder de vista.

Possuindo um Jardim Infantil, uma Escola Primária e uma Escola EB 2,3 situada no limite da Freguesia, satisfaz as necessidades dos mais jovens.

O arranjo em curso, no centro da povoação e do monte do Senhor dos Remédios, a par de melhoramentos na sede da Junta; A construção da Variante Norte, já concluída; A construção do IC35, com o nó de Rio de Moinhos, e a futura Circular Sul, irão arrastar outros investimentos, fazendo de Rio de Moinhos uma terra de futuro.

Rio de Moinhos, elevada a Vila a 20 de Junho de 1991, com uma área de 7,56Km2 e uma população de cerca de 5.000 habitantes, é a quarta mais populosa freguesia do Concelho.