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- Rans,
apresenta-se nos nossos dias, vinda de muito longe.
Já em 686
a paróquia se encontrava edificada, segundo vestígios
arqueológicos encontrados no seu território.
De seu
património edificado, podemos destacar a Capela da Senhora da
Guia, a Igreja Paroquial com as suas três torres, a
Ponte Românica, a Casa do Amial, a Casa de São Tomé,
o Castelo de Rans e a Honra de Barbosa, com Pelourinho.
Honra de
Barbosa,
era uma “quintana” com um paço fundado na primeira metade do
Séc. XII por D. Mendo Moniz, irmão de D. Egas Moniz.
Nas Inquirições de 1258 está assim
descrito:
“aquele lugar onde está a quinta foi dos avós de D. Urraca Abril, que eram foreiros e a sua herdade era foreira de senhor Rei, a saber,
que deviam
ser mordomos tanto da terra como das eiras, e deviam guardar os
presos e velar o castelo (…).

E aconteceu
uma vez que D. Mem Moniz, então tenente da Terra de Penafiel,
mandou prender dois homens e deram-nos a guardar no castelo,
consoante deviam fazer
por foro; e, estando à sua guarda, os presos fugiram, pelo que D.
Mem Moniz lhes mandou tomar tudo o que tinham e fez aquela quinta
nesse lugar.”. Daqui se deduz que a célebre Honra de Barbosa
foi até meados do Séc. XII um lote de terras reguengas
cujos moradores eram obrigados a prestar alguns serviços às
autoridades e que só a acção prepotente de D. Mem Moniz
transformou esta quinta em Honra.
A principal
documentação escrita relativa à sua existência, além das já
aludidas Inquirições de 1258, encontra-se nas Memórias
do Mosteiro de Paço de Sousa (1123), no Arrolamento da
População do Reino (1527) e no Censual da Mitra do Porto
(1542).
Em 1853,
foi-lhe incorporada São Tomé de Canas.
As suas
festividades são o S. Miguel no primeiro fim-de-semana de
Maio, o S. João a 24 de Junho, e a Nossa
Senhora da Guia no primeiro fim-de-semana de Setembro.
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