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Oldrões
é-nos descrito por José Augusto Vieira no seu “Minho
Pittoresco”
da seguinte forma:
“Na estrada
real fica-nos sobre a direita o modesto presbyterio de Santo
Estevão de Oldrões, freguezia a que já nos temos referido, como
sendo verdadeiramente o núcleo primitivo de Penafiel.
É aqui,
próximo da quinta do Reguengo, o elevado monte do Castelo, o
celebre agrupamento de penhas, onde foi o Castelo de Penafiel de
Kanas”.
Situada no
centro geográfico do concelho de Penafiel, abrange no seu
território a Citânia de Mozinho ou Cidade Morta de
Penafiel (uma das mais vastas estâncias castrejas
peninsulares).
Comum a várias
Freguesias, e sendo parte integrante do
Património edificado de Santo Estêvão de
Oldrões, revela-nos um pouco o que foi a vida dos primitivos
povos destas paragens.
A estação
neolítica do Castro do Reguengo ou Castelo, que já
na Idade do Ferro era uma importante povoação fortificada,
mais tarde foi ocupada pelos Romanos e é local onde os
Muçulmanos também deixaram vestígios.
Próximo
do
Lugar das Sete Pedras, primeiro acento dos “Homens Bons”
desta região, ergue-se a Casa do Reguengo, construção de
enormes dimensões, nunca concluída, que se destinava a albergar os
senhores do reguengo real.
A a ntiga
freguesia de Santo Estêvão de Oldrões (também Oldrãos)
era reitoria da apresentação da Mitra e comenda da Ordem
de Cristo, no antigo Concelho de Penafiel de Sousa.
Foi aqui a
Casa da Calçada, pertença de Gonçalo Peixoto Silva,
“senhor dos direitos reais deste concelho e das armas que ferem”.
Com o aumento
da população, surgiu a necessidade da construção de nova Igreja
Paroquial.
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