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Marecos,
Freguesia vizinha de Penafiel, encontra-se delimitada pelas de
Guilhufe, Irivo, Rans, Duas Igrejas e
Milhundos.
A sua
Igreja Paroquial, de fachada granítica, apresenta-se rasgada
por amplo pórtico rectangular. Sobrepondo-o, pequeno varandim
sobre o qual, em nicho na pedra encastoado, uma imagem de Santo
André.
Um pouco acima
do estribo que corta horizontalmente a frontaria, abre-se um óculo
quadrilobado rectangular e rendilhado.
Sendo
Abadia de Apresentação da Mitra do Porto, beneficiou
Marecos do Foral a Penafiel de 1519.
Os povos
Germânicos que a habitaram, de Marecos a baptizaram.
Porém, os
vestígios arqueológicos, como a Ara de Marecos, são prova
que aqui existiu vida humana ainda antes dos Germanos.
A actual
Capela da Senhora do Desterro, lugar da Póvoa, estará
inclusive, sobre as ruínas de um templo Romano.
O seu
património religioso edificado, apresenta-se com a Igreja
Paroquial, a Capela de Santo António, a Capela da
Póvoa e a Capela de S. Jorge.
A Casa da
Mouta, onde dantes era feita distribuição de pão aos pobres, a
Casa da Quinta do Quelho, que pertencia a um fidalgo
riquíssimo e a Casa de Mosquires, completam o património
edificado.
Santo André,
tem as suas festividades nos finais de Novembro e a
Nossa Senhora do Rosário (com procissão), no terceiro Domingo
de Outubro.
E
parafraseando as Memórias Paroquiais de 1758: “ Não tem
esta freguezia donatário, he da jurisdição Real, quanto ao Civel,
e Crime, e no q toca ao Esperitual he da jurisdição Ordinária. (…)
Do nascimento do rio Cavalum, athe onde acaba será legoa e meia
onde se mete no rio Souza, nem há deste rio mais cousa notável, de
dizer, nem de q possa dar noticia, por não haver nesta freguezia
antiguidades, notáveis de dizer, por ser tudo aldeas, e não haver
nellas, couzas notáveis, esta he a verdade, q posso dizer e
enformar como se me ordena, dezejando poderme explicar mais, mas o
q toca, não da p.a mais”.
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