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Irivo,
Freguesia situada no extremo ocidental do Concelho de Penafiel,
é terra mui antiga e, já nas memórias paroquiais de 1758,
se pode ler o seguinte:
“Esta
freguezia de São Vicente de Eriva fica na província de Entre Douro
e Minho pertence ao Bispado do Porto, he da comarca de Penafiel,
termo da mesma cidade (...) Passa pelo meyo desta freguezia
o rio chamado Sousa cujo nascimento tem para as partes de Basto
perto da Lixa, que daqui dista quatro legoas, e meya pouco mais ou
menos”.
Está-lhe anexada, de há muito,
a vetusta
freguesia de Santa Maria de Coreixas, antigo curato
da apresentação do Mosteiro de Cête.
Em resultado desta anexação, denominou-se Irivo-e-Coreixas
e foi assim designada durante muito tempo.
No lugar de Coreixas, existe a Torre de Durigo,
imóvel de interesse público e que terá pertencido à família dos
Brandôes.
A sua Igreja Matriz, recente (1944), foi já
restaurada aquando do seu cinquentenário.
Com a sua torre sineira a dominar o vale que a rodeia, tem a
imagem do seu padroeiro, S. Vicente, em pedra esculpida,
anichada na sua frontaria.
A outra imagem, a antiga, que pertencia à Igreja original, encontra-se na
casa do Pároco da Freguesia, entregue à sua guarda, saindo em dias
de procissão
Dentro da Igreja, chama-nos a atenção o seu Altar-mor, e os
4 altares laterais.
De notar o coro e as duas sacristias.
No lugar da Ermida, está o Marmoiral da Ermida (Séc.
XII), Memorial Medieval que uns
consideram estar ligado à passagem do funeral de
Santa Mafalda e outros defendem tratar-se do túmulo de
Dom Sousinho Álvares.
Das duas versões existentes, a primeira deve-se ao Dr.
António de Almeida, médico, natural de Coimbra mas
radicado neste Concelho, o qual publicou diversas investigações
sobre Penafiel no jornal de Coimbra. Referindo a passagem por
Irivo do funeral da Rainha Santa Mafalda, oriunda de
Rio Tinto em direcção a Arouca, diz serem conhecidos
como túmulos, simbolizadores de locais de morte
todos os locais, como este, isto é, "zona de paragem para
préstimos fúnebres ou memórias".
A segunda versão, segundo o arquivo do Mosteiro de Paço de
Sousa, mais propriamente o "diatário" de Frei
António da Soledade faz-nos concluir tratar-se também de um
túmulo, mas de D. Sousinho Alvares, por documento datado de
30 de Março de 1152.
Está classificadi pelo IPPAR como Monumento Nacional.
Também aqui, a Capela da Ermida, cuja origem precisa se
desconhece, mas que há mais de 1 século serviu de Igreja
Paroquial da extinta freguesia de Santa Maria de Coreixas.
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