GALEGOS

- Galegos, foi na sua origem um povoamento pré-histórico importante como o atestam o Castro de Abujefa e o Castro do Monte Mozinho.

Foi uma abadia de apresentação da Mitra do Porto e foi-o também do Mosteiro de Paço de Sousa.

A sua Igreja Matriz de traça simples, toda a fachada é a azulejo revestida, com frontão triangular sobre o qual se abre janelão mistilíneo. A ladeá-lo, duas imagens.

No tímpano da empena, uma imagem azulejada do Divino Salvador, seu Padroeiro. Esta é rematada por relevo em cantaria, em cujo vértice se equilibra uma cruz ladeada por um fogaréu de seu lado direito e pela torre sineira de seu lado esquerdo.

O Divino Salvador é já citado em documentos que montam ao Séc. XI e desde que se sabe tem festa religiosa com procissão, normalmente a decorrer no segundo Domingo de Agosto.

Também S. Pedro tem a sua Festa no primeiro Domingo após o 29 de Junho.

As suas principais actividades económicas são construção civil, a agricultura e a metalurgia.

Conhecida também como Galegos e Boavista, é a Terra Natal do Padre Américo, o Pai dos Pobres, fundador da Casa do Gaiato, cuja sede está localizada na vizinha Freguesia de Paço de Sousa.

Nas Memórias Paroquiais de 1758, assim se descreve a Freguesia de Galegos: “ Parte desta freguezia, he Honra de Gallegos, deque ElRei, he Senhor, e outra parte pertence a Honra de Barbosa, deque há Donatário dom Manoel de Attayde Azevedo, e Brito. (…) Nesta freguezia nam nasce Rio algum, sósim pela Aldeya de pena desta freguezia passa hum piqueno rio, que se chama Cavallum.”

Como principal documentação relativa à sua existência, tem: Memórias do Mosteiro de Paço de Sousa (1044), Inquirições de 1258, Arrolamento das Paróquias de 1320, Cadastro da População do Reino de 1527, Censual da Mitra do Porto (15542),

Nesta Freguesia, além dos pré-históricos Castros de Abujefa e Mozinho, como património edificado, encontramos a Casa do Bairro.