EJA

- Eja, cujo topónimo vem da palavra de origem celta anégia, que significa rio, está situada no local onde existiu uma cividade que, durante as invasões bárbaras, foi conquistada aos Suevos pelo rei godo Leovogildo, no ano de 858. Ao tempo chamava-se Civitas Anégia.

A Igreja de S. Miguel (Monumento Nacional), românica tardia, já com muitos elementos góticos, erguida nas margens do Douro, encontra-se em substituição de uma Igreja Românica que, por sua vez, terá sido construída sobre as ruínas de um templo pagão o qual terá existido no tempo dos Romanos.

No seu interior, podemos admirar uma pintura da Sagrada Família, possivelmente do mesmo pintor, Pacchini, criador de outra existente na Sacristia da Sé do Porto, e uma escultura da Virgem Maria em pedra ançã, do Séc. XV.

Rica em património edificado, tem as Capelas de Santa Luzia, Santiago, Santo António, São Sebastião e a da Senhora da Cividade no miradouro do mesmo nome.

Situa-se esta Freguesia próximo da cividade da Eja, povoado fortificado transformado na alta Idade Média em cabeça da Terra de Anégia.

Aqui ficam as Termas da Quinta da Torre ou (Águas de Entre-os-Rios).

São um local de impressionante sossego, recolhido e agradável, dotado de frondoso parque, ideal para passeios a pé e jogos.

As suas águas são recomendadas para o tratamento de doenças de pele, respiratórias, de coração, reumatismo e outras.

As suas festas e romarias são as da Senhora da Eja (15 de Agosto), Santa Luzia (segunda-feira após a Páscoa), Santo António (Junho) e Semana Santa.

A ponte Duarte Pacheco faz ligação com a outra margem do Tâmega.

A outra ponte, a Hintze Ribeiro, caiu a 4 de Março de 2001.