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Castelões,
esteve anexada à freguesia de S. Mamede de Recezinhos, de
29 de Março até 18 de Novembro de 1896, chamando-se
nesse tempo, Castelões de Recezinhos.
Situada que é no extremo Nordeste do Concelho, faz fronteira com
os Concelhos de Amarante e Marco de Canavezes e,
dentro do Concelho, distando doze quilómetros de Penafiel, com as
Freguesias de S. Mamede e São Martinho de Recesinhos.
Aproveitou do foral passado a Santa Cruz de Ribatâmega, em
5 de Setembro de 1513. Pertenceu àquele antigo Concelho até
24 de Outubro de 1855, passando então para o de Penafiel.
Sendo uma Freguesia de hábitos essencialmente agrícolas, tem-se
visto, desde 1970, indústrias como a das confecções,
dos têxteis e da serração de madeiras, as quais
empregam grande número de pessoas, começarem a fazer parte do seu
panorama económico.
Se bem que as tradições culturais desta Freguesia, assim como de
muitas outras, tenha vindo a decair com o decorrer dos tempos, o
Rancho Folclórico de Santiago, criado em 1986,
esforça-se por recolher e pesquisar a etnografia local.
A perpetuar essas tradições, está esta Freguesia a divulgar o
Baile dos Ferreiros, uma dança característica de Penafiel.
Destacam-se, no Património erigido na Freguesia, a
Casa
da Vila Nova, um dos marcos da forte influência da velha
burguesia rural na região, a Casa do Outeiro,
enquadrada no seu ambiente rural e a Casa Folforinha, que a
tradição local defende ter sido o berço do Zé do Telhado.
O Zé do Telhado não é uma figura mítica, mas sim
verdadeira.
José Teixeira da Silva
nasceu a 1818 em Castelões no lugar do Telhado
e é filho de Joaquim Teixeira da Silva. Viveu e casou no
local do seu nascimento. A esposa chamava-se Ana.
O Zé do Telhado, assim conhecido, roubava os ricos e dava
aos pobres. Foi perseguido pelas autoridades e foi preso pelo
então governador do Marco de Canaveses, José Carvalho e Melo
da Casa da Picota e desterrado para Angola, nos anos
de 1850. Está sepultado em Malange.
Ainda existem as ruínas da casa onde nasceu.
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