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- Bustelo,
era assim descrito nas Memórias Paroquiais de 1758:
“He Senhor Donatário deste couto, que compreende esta freguezia,
e parte de outras, o D. Abbade do Mosteiro de São Miguel de
Bostello por doaçoens, que delle lhe fizerão os Reys D. Affonso
3º., e 4º.. Tem trezentos, e vinte, e nove vezinhos, que fazem o
número de seis centas, e settenta e nove maiores, e cem menores”.
Existindo o Mosteiro Beneditino, desde o Séc. X
(cerca de 900), e reformado no Séc. XVII, podemos
considerá-lo, em grande parte, responsável pelo desenvolvimento da
Freguesia ao longo de toda a Idade Média.
Desde 1065 que São Miguel de Bustelo é referido em
documentação escrita, tendo merecido toda a atenção dos nossos
primeiros Reis.
D. Afonso III concedeu-lhe carta de Couto, devido à
importância que o Mosteiro Beneditino desde sempre teve na
Freguesia, como se deduz no seu texto desse documento de
meados do Séc. XI: “villa Bostllo in loco predicto
Picotas (…) ad ipsius monasterio”.
D. Dinis,
deu-lhe carta de Foral em 1286.
Das ancestras tradições, só a romaria à Senhora da Saúde
ainda não desapareceu, realizando-se todos os anos, na
segunda-feira de Páscoa, junto ao antigo mosteiro.
Assim diz A. Guimarães (in Comércio do Porto em
28/03/59).
“Fica o vetusto moste iro
no centro da freguesia; tem largo adro à sua frente de onde se
enxergam lindas vistas que prendem os que sabem apreciar.
Imponente escadaria de pedra, muito ampla e bem lançada, conduz
junto ao elegante cruzeiro de granito. É ali que se realiza uma
das mais típicas romarias do Norte; a Nossa Senhora da Saúde, que
tem lugar na Segunda feira de Páscoa. (...). A romaria prolonga-se
desde o dealbar até ser noite fechada em constante animação, com o
cantar das novenas à porfia:«A Senhora da Saúde, deita as fita a
boar...».”.
Como património edificado, além do Mosteiro, tem
esta Freguesia o Outeiro da Cruz, a Capela de S.
Sebastião, a Capela do Senhor do Calvário, a Casa de
Cabanelas, o Aqueduto e o Cruzeiro do Mosteiro.

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