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Rebordosa,
a segunda freguesia mais populosa do
Concelho de Paredes, aparece já,
nas Inquirições de 1258, como sendo formada por três
unidades territoriais: Aboim, Rebordosa e Sobreiros.
Aboim era Honra por divisão própria, a
qual fora do notável D. Soeiro Mendes da “Maia”. Em 1258 moravam
em Aboim vinte e sete Herdadores e Vassalos.
A
“Villa de Rebordosa” continha a Igreja Paroquial de S. Miguel
e compreendia uns sessenta casais. Metade da “Villa” era do Rei a
quem pagavam foro, a outra metade devia talvez ser de Fidalgos,
porventura de estirpe Maiata.
A
“Villa” de Sobreiros era apenas constituída por quatro casais,
todos da Coroa a quem pagavam igualmente foro.
Por esta altura, julga-se pertencer ao Julgado de Aguiar de Sousa, do
qual fez parte até à sua extinção.
Entretanto,
fora
Abadia de Apresentação da Casa de Penaguião, e
posteriormente, do Padroado Real.
Porém, a
História de Rebordosa, ou da sua actual
região, é bastante mais antiga. Por aqui passaram outros povos, entre os quais o
Povo Romano, que cá deixou testemunhos da sua presença, entre outros,
através da exploração de uma mina de ouro. Hoje encerrada, a sua entrada está
situada perto do novo Campo de Futebol.
Grande centro de transformação da madeira, a sua
origem, em termos de marcenaria, terá sido com a vinda de um
Italiano, Siciliano de origem, que,
pelos anos 20 do séc. XIX, aqui se estabeleceu, casando com uma senhora
de Santa Luzia. Desse casamento, houve três Filhos ficando esta
Família conhecida por “Sesilas”, de que ainda há descendentes.
Aprendida a profissão com o Pai, um dos Filhos estabeleceu-se em Vilela,
outro foi para Lordelo e o terceiro, ficou em Rebordosa. Segundo
se conta, foram eles que, a partir de meados do séc. XIX, fizeram
desenvolver a indústria de cadeiras no Concelho.
Constituindo o seu
Património Religioso, temos a Antiga
Igreja Matriz, muito pequena, sendo um humilde templo do séc. XVII (1645),
de fachada rigorosamente simétrica (sem torre) e com um só sino. No interior,
belas talhas douradas e pinturas do tecto, dão-lhe um valo r
acrescentado.
A actual é um moderno
Templo, com espaço suficiente para a, cada vez
mais numerosa, população da região. As suas linhas rústicas, enquadram-se na
perfeição em toda a região em que está instalada. Foi construída com o exclusivo
apoio dos habitantes da Freguesia.
A
Capela de S. Marcos, (1696), a de Santa Luzia e a de
S. Martinho ou Senhor do Calvário, ladeada pelo cemitério,
juntamente com os Cruzeiros de S. Marcos e da Lage, completam-no.
Das antigas
Casas que se mantêm conservadas, podemos
destacar: Casa Mateus, Casa Rangel, Casa da Portelinha, brasonada, (onde
funcionou o consultório médico do Dr. António Rangel), e o Solar do
Cabo, actualmente um Centro de Dia para Idosos.
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