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Lordelo,
é a Freguesia mais
populosa do Concelho de Paredes, o que por si só basta para
se lhe fazer uma referência.
Mas,
Lordelo tem também a sua História, rica
e antiquíssima, de milénios.
Aqui estiveram os Romanos que deixaram
vestígios da sua passagem.
A Ponte Romana de Penhas Altas, é uma das
marcas da sua passagem pela região. Considerada mais um dos “ex-libris”
da Freguesia, esta ponte é um exemplo da técnica utilizada pelos Romanos,
na construção, assim como da atenção que os mesmos deram a esta Região.
Também
Romana, a “Cales” era uma conduta
destinada às águas de rega. Monumento rudimentar com 3 a 4 metros de altura e
cerca de cem de comprimento, encontra-se praticamente destruída pelo tempo e por
todos quantos, por ignorância ou má vontade, não a souberam ou quiseram
preservar.
Lordelo, nem sempre foi a Freguesia que se nos apresenta hoje.
Tempos houve em que na margem esquerda do Rio Ferreira, existia a então
Fregues ia de Lordelo, pertencente ao Concelho de Aguiar de Sousa,
e no lado direito do mesmo Rio, existia outra, chamada Castanheira, e que
pertencia a Refojos de riba d’Ave. Foi nesta que, no séc. XIII foi
fundado o Mosteiro dos Cónegos de Santo Agostinho, o qual durou pouco
tempo, pois, já em 1547 se encontrava sem frades, tendo-se extinguido no
mesmo séc. XVI, ou seja, apenas três séculos após a sua fundação. Não
existe no local qualquer vestígio do Convento.
Da época
Medieval, ficou-nos a chamada “Torre dos
Mouros”, “Torre Alta” ou “Torre dos Alcoforados”, classificada
pelo IPPAR como Imóvel de Interesse Público, desde 1988. Situada no
Lugar da Torre, envolta em casario, destaca-se esta Torre Medieval,
apresentando nas quatro faces (forma quadrangular) pequenas frestas ogivais.
Esta Torre está integrada na Casa que pertenceu aos Fidalgos
de Cirnes.
Das grandes casas do
séc. XIX que nos chegam até hoje, salientamos
a do Oliveira e a dos Maiatos, nos Moinhos; a dos Coelhos e
dos Vendas, na Ferrugenta; a dos Neves, em Santa Marta;
a dos Pinguelas, em Penhas Altas; a do Ribeiro, em
Corregais; as dos “Brasileiros ”, na Igreja.
Estas últimas são duas casas-torre, idênticas, tanto em volumetria
como em pormenor. Todo o seu revestimento exterior é em azulejo monocromático.
Mandadas construir por dois irmãos António e Arnaldo da Silva Moreira,
aquando do seu regresso do Brasil, são conhecidos como Palacetes dos
Silva Moreira ou Casas Altas.
Foi elevada à categoria de
Vila, em Maio de 1968.
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