GONDALÃES

Gondalães, de nome “Gondelães”, aquando das Inquirições de D. Afonso III, foi em tempos idos propriedade de senhor suevo ou visigodo que dela se apoderou, legando-lhe o seu nome. Assim defendem, Joseph Piel, na obra “Nomes Germânicos na Toponímia Portuguesa”, e o Padre Peixoto que nos conta: (…) Gonta, Gontães, Gondomil ou Contomil, Gondim, Gondufe, Gondar, Gondarem, Gonde, etc. são nomes próprios de pessoas, e agora de terras nossas, provenientes sem dúvida de origem germânica. (…).

Foi, esta freguesia, Abadia de Apresentação, com reserva, do Convento de Vilela. Esteve sujeita ao Juíz Ordinário da Honra de Louredo.

Com destaque merecido para a Igreja Matriz, da qual se avista toda a freguesia, temos também a destacar a Casa da Boavista e a Quinta do Bernaldo. Esta última, tendo pertencido ao Padre António Belmiro de Magalhães, é a mais importante de Gondalães. Com vestígios de uma vacaria, leitaria, e três velhos moinhos abandonados, chega-nos até hoje, da sua glória passada, a magnífica e imponente entrada toda em granito lavrada que nos apresenta sobre o portal barroco, a pedra de armas. Esta, está incrustada no tímpano da empana, rematada num frontão em estilo mistilíneo coroado por pináculos.