BALTAR

Baltar, que durante a idade média pertenceu ao Concelho de Aguiar de Sousa, foi doado, por D. João I, com título de Honra, a João Rodrigues Pereira, que trocou esta Honra com seu primo, D. Nuno Álvares Pereira, em 1401, o qual, por sua vez o doou a sua filha e marido, os Condes de Barcelos, e primeiros Condes de Bragança.

Com Foral próprio, Baltar tinha Câmara com dois Vereadores, Juiz Ordinário, Tribunal, Cadeia, Forca e Pelourinho.

Do Foral mandado passar por D. Manuel em 1515, podemos ler:

Dom Manuel per graça de Deos Rey de Portugal e dos Algarves daaquem e dalem mar em Africa Sinhor da Guinee e Comquista e Navegaçam e Comercio Ethiopia, Arrabia, Perssia, e da India. A quantos esta Nossa Carta de Foral dado aa terraa de Baltar para sempre virê Fazemos saber que per bem das semtenças detreminações geraaes e espiçiaaes que foram dadas e feictas por Nós e com os do Nosso Cõsselho e leterados acerca   dos Forays de Nossos Regnos e dos dereitos Reaães e trebutos (...) pagar. E asy pellas Imquiriçõoes (...) que os direitos Reaães tinham Achamos per Imquiriçoões do tombo que as Remdas e direitos Reaães se devem ahy recadar (...).

Até ao séc. XIX, pertenceu Baltar à Casa de Bragança e formou Concelho próprio que apenas durou três anos.

De realçar a Capela da Quintã, românica, de evocação a Nossa Senhora da Piedade, se bem que bastante modificada no séc. XVII, mantendo, porém, a sua traça original em toda a nave e fachada com torre sineira.

Mencione-se, tamm, a Casa do Areal, brasonada, de 1769 onde o Rei D. José esteve hospedado; a Casa do Foral, actual Escola Primária e os Solares dos “brasileiros” e de Ernesto Leão.

Mais recente, séc. XVIII, é a Igreja Matriz.

No cume da Serra do Muro, embora sem ter qualquer tipo de qualificação e de acesso bastante difícil, merece destaque o Cruzeiro que aí se ergue.

Daí, a par da pureza do ar que se respira, podemos deleitar-nos com a visão da paisagem que se nos oferece, chegando, mesmo, a poder ver-se o Porto.

Lá em baixo, toda a Freguesia se nos oferece, com todo o seu movimento de progresso e modernismo, sendo o seu “Kartódromo”, construído em 1994, uma prova viva do mesmo.