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- Senhora da Hora
, tem como seu Ex-Libris a fonte das Sete Bicas, no
local em que, segundo a lenda, Nossa Senhora apareceu.

Na
inscrição , em baixo relevo, está escrito: "Aqui apareceu Nossa
Senhora da Ora, Louvado seja o Santíssimo Sacramento".
Bem perto, está a
Cape la Antiga, popularmente conhecida como a Capela da
Nossa Senhora da Penha. O templo desta capela data do Séc.
XVI e o seu altar é em estilo barroco sanjoanino.
A Capela de Nossa
Sen hora da Hora, foi mandada construir em 1514, no
Monte do Viso, no local chamado Mãe de Água, pelo
mareante matosinhense Aleixo Fernandes.
Esta capela contém
uma torre sineira e um relógio e está situada na Avenida com o
mesmo nome.
Freguesia sem grande
história, a documentação antiga, não a cita e o que acerca dela se
conhece, não se retrai para além do Séc. XVIII.
Foi elevada
a honrosa categoria de Vila, com a designação de Vila de
Bouças, pelo Alvará Régio de 27 de Setembro de 1839,
passado por D. Maria II.
A Carta Régia
resumidamente diz:
Eu Raínha Faço saber
aos que este Meu Alvará virem que Considerando as circunstancias
que se dão ao Concelho de Bouças, não só por haver sido ali que
meu Augusto Pai, O Senhor D. Pedro, Duque de Bragança, de mui
gloriosa memória, Desembarcara, no dia oito de Julho de 1832 à
frente do esforçado Exército Libertador para Restituir aos
Portuguezes a Liberdade, que haviam perdido com a Uzurpação do Meu
Throno; mas também por terem os Habitantes daquele Concelho,
theatro de muitas e sanguinolentas batalhas, prestado no memorável
cerco da Invicta Cidade do Porto valiosos serviços peleijando
pelos Meus Legítimos Direitos e pelas Liberdades Pátrias e
Querendo Testemunhar o muito em que Tenho estas considerações para
Perpetuar a memória de tão famozo sucesso histórico: «Hei por bem
e me Praz que o logar de Nossa Senhora da Hora, cabeça do
sobredito Concelho, do dia da
publicação deste Alvará em diante
fique erecto em Villa com a denominação de Villa de Bouças(...)porque
assim é Minha Merce. E Mando que este meu Alvará se cumpra e
guarde inteiramente sem dúvida ou embargo algum» (...)".
A 20 de Abril de
1853, a mesma Raínha cria a Vila de
Matosinhos, constituída pelas freguesias de Matosinhos e
Leça da Palmeira, destituindo a Senhora da Hora do
título de capital do concelho de Bouças.
A já referida
Fonte das Sete Bicas, data de 1893.
O encanto desta
fonte reside no facto de ser atribuído às suas águas um poder
milagroso.
No dia da Festa da Senhora da Hora, as moças
bebiam a água «milagrosa», convictas de que isso lhes garantiria
para breve o almejado matrimónio; as mães, no momento da elevação
da hóstia e do cálice da missa, davam a beber aos seus filhos
pequenos, um «remédio», de fabrico caseiro, com a suposta virtude
de os imunizar das maleitas da epilepsia e mal da gota. Assim reza
a história!
Sendo uma criação
paroquial da responsabilidade do bispado presidido por D.
António Barroso efectivada , no domínio eclesiástico, por
provisão com data de 25 de Abril de 1918, só em 1933,
a povoação da Senhora da Hora é elevada a Freguesia da
Senhora da Hora.
Para a concretização
deste processo, muito se esforçou o Dr. Rogério Paes da Cunha,
prelado, médico e membro substituto da primeira Comissão
Administrativa desta Junta.
A Senhora da Hora,
depois de ter sido elevada a Freguesia, viu difundir-se
extraordinàriamente a devoção à sua Padroeira, cuja
reputação ultrapassou as próprias fronteiras e das terras mais
distantes do país acorriam inumeráveis peregrinos à
Ermida para deporem aos pés da Virgem dosMilagres as ofertas
prometidas em horas aflitivas.
Em Agosto de 1986
será elevada a Vila da Senhora da Hora.
Como recurso natural
encontramos, na Senhora da Hora, a exploração de caulino.
Trata-se da maior jazida de caulinos existente em Portugal.
Os caulinos são explorados desde o início do século,
estando datados os primeiros trabalhos, do ano de 1900, com
vista ao seu aproveitamento para aplicação em diversos meios de
fabrico de peças de cerâmica, branqueamento de papel
e para componentes de produtos industriais.
Também contribuindo
para o desenvolvimento local, é de referir, entre muitas outras, a
Empresa Fabril do Norte.
Era popularmente conhecida por
fábrica dos carrihos(por ser a primeira a enrolar as linhas de
algodão em carros de madeira). A sua unidade industrial,era
constituida por fiação, tecelagem, branqueação, tinturaria,,
estamparia e acabamentos de tecidos aliados aos componentes de
gestão e de apoio tais como: escritórios, armazéns, frota de
distribuição, oficinas de serralharia, carpintaria, electricidade,
cartonagem, manutenção e obras, etc. e ainda cantina, creche,
lavandaria, bombeiros privativos, camaratas para ambos os sexos,
bairro social, quinta agrícola, cooperativa de consumo, parque de
jogos e um clube desportivo, etc. etc..
Com o aumento da
população local,o seu espaço físico veio a mostrar-se
insuficiente, pelo que urgia a construção de uma nova Igreja.
Assim, em
02/05/1953, o Bispo do Porto benzeu, solenemente, a sua
1ª. pedra.
Cinco anos mais
tarde, era ianugurada a Cripta. A 11/02/63, a nova
Igreja é benzida e a sua 1ª. missa celebrada. Em 1968,
com a sagração do altar-mor, foi concluída a nova Igreja
A Quinta de S.
Gens ou do Viso, mais comummente conhecida como
Quinta Agrária, terá sido construída na Idade Média. O
seu penúltimo dono, após o fogo de 1920, decidiu vendê-la a
um abastado comerciante brasileiro. Este, adulterou a sua
aparência tornando-a um pouco desproporcionada e assimétrica. Em
1928 a Quinta de S. Gens foi adquirida pelo
Estado Português, começando nela a funcionar a Estação
Agrária do Douro Litoral mais tarde denominada Estação
Agrária do Porto.
Dignas de menção, são
as obras esculpidas em granito, cuja autoria se atribui ao génio
da escultura barroca – Nicolau Nasoni. A estrutura
básica da casa, um brasão, o pátio murado(cujas
dimensões se julga estarem hoje muito alteradas) com portão
armoreado e janela mural belissimamente enquadrada,
duas fontes, um tanque-lago em forma geométrica com
4 bancos de pedra, um cruzeiro, e entre uma dezena de
esculturas, sobressaem quatro belos exemplares esbeltamente
esculpidos em aparente alegoria ás quatro Estações do Ano –
são alguns dos trabalhos que se atribui ao notável escultor.
Em termos económicos,
devemos assinalar o NorteShopping, com o seu
Hipermercado Continente, o primeiro em Portugal.
Na zona oriental desta
freguesia e Vila da Senhora da Hora, no lugar da Cruz de
Pau, além do Estádio do Mar (com o seu Centro de
Desportos) está situado o Hospital Pedro Hispano, principal
infra-estrutura da área dos cuidados de saúde existentes no
Concelho de Matosinhos, e uma das principais unidades da AMP,
- Área Metropolitana do Porto.
Serve todas as
Freguesias do Concelho, a par dos centros de saúde existentes.
Com
início no Senhor de Matosinhos, a linha azul do Metro
do Porto passa na Senhora da Hora e pára nas estações
da Senhora da Hora e Sete Bicas, entrando depois no
Viso e seguindo para o centro do Porto até à estação
da Trindade e daí até ao Estádio do Dragão.
Da Estação da
Senhora da Hora tem também seguimento pelas linhas que vão até
à Póvoa e até à Trofa, estas em substituição das
antigas linhas da Póvoa e da de Guimarães, as quais foram
inauguradas respectivamente em 1874 e 1882.
Estas
linhas contribuíram de forma fundamental para o desenvolvimento,
na época, da Senhora da Hora.
O Parque do Carriçal
cortado por uma ribeira e pleno de frondosas árvores, é um espaço
que convida à calma e à paz.
Está delimitado por uma
zona de supermercados e pela linha do Metro do Porto, a
qual divide a freguesia da Senhora da Hora.
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