- Leça da
Palmeira juntamente com Matosinhos já existia no
espaço territorial conhecido como Julgado de Bouças, o qual
abrangia o território desde Leça da Palmeira até ao rio
Douro.
Em 1211, dava pelo nome de Moroça. Nas
inquisições mandadas fazer por D. Afonso III em 1258,
aparece com o nome de Amorosa.
Foi também, S. Miguel da
Palmeira, Leça de Matosinhos, até chegar ao seu nome
actual de Leça da Palmeira.
Por deliberação de
D. Maria I, em decreto de 10 de Novembro de 1852, foi
elevada à categoria de Vila juntamente com Matosinhos.
É a mais antiga
freguesia do Concelho de Matosinhos, o que por
si só basta para se lhe fazer referência.
Leça da Palmeira
figura entre obras de afamados escritores como António Nobre
e Ramalho Ortigão, e pintores como António Carneiro
e Agostinho Salgado.
Como património
cultural e edificado, destacamos a Igreja Matriz dos fins
do
séc. XVII com uma escultura policromada da Virgem e o
Menino, da autoria de Diogo Pires ( o Velho )
que descansa em nicho da capela-mor, ricamente emoldurado
com talha dourada
e ladeada por colunas salomónicas decoradas com cachos de uvas,
parras, pomba
s, folhas e cabeças aladas, características do
Séc. XVIII.
Na Capela do
Senhor dos Passos, do lado da Epístola, pode
observar-se rica talha Joanina.
A Quinta da
Conceição, datada do Séc. XII, onde podemos admirar,
espalhadas por todo o seu espaço aberto peças como o Cláustro
das Roseiras, várias Pedras Sepulcrais, e o belíssimo
pórtico
Manuelino ("ex-libris" de Leça), sendo um dos
pulmões verdes da cidade, é convidativa ao lazer e desporto,
incluindo uma piscina, campo de ténis e circuitos de manutenção.
Bem
perto da Quinta da Conceição, ainda no âmbito do desporto,
temos o Centro Hípico.
O Farol,
construído em 1927, é um dos mais altos de Portugal, com um
alcance de cerca de 32 Km. Lá do cimo, mar e costa são até
um perder de vista.
Perto do mesmo, em
local aprazivelmente ajardinado, peças escultóricas aluzivas a
António Nobre, da autoria de Barata Feyo.
Bem próximo, e em
rochedo junto ao mar, encontram-se gravados versos do poeta acima
referido, mesmo defronte do Salão de Chá da Boa Nova, obra
do arquitecto Álvaro de Siza Vieira, que de forma
magistral, a enquadrou na paisagem rochosa que a rodeia.

A seu lado, a já
referida capelinha da Boa Nova, a qual pertenceu a um
ermitério de frades Franciscanos.
Também da autoria de
Siza Vieira, a Piscina das Marés, de água salgada.
A completar, temos o
Forte de Nª. Sª. das Neves, já referido. Perdida a função
militar, corria o ano de 1844 quando a rainha D. Maria
II mandou ordenar a sua entrega ao Ministério da Fazenda
Pública, para nele ser instalada a Alfândega do Porto.
Em 1893 foi nele instalada a Capitania do porto de
Leixões. Está classificado pelo I.P.PA.R. como imóvel
de interesse público desde 1961.
Leça da Palmeira
foi tambem berço de Simão Gonçalves Zarco, neto de João
Gonçalves Zarco (descobridor da Ilha da Madeira).