
- Vila Nova da Telha, começou por ser "uilla noua" num período muito anterior à Nacionalidade. Numa teoria, aventura-se que mereceu esta denominação em virtude das "villas" (propriedades agricultadas) anteriores, se encontrarem já abandonadas ou arruinadas, e esta a Nova - ter surgido ou no lugar de alguma delas ou em sítio próximo. Isto ter-se-á passado ainda no Séc. IX ou Séc. X. A Igreja foi já fundada na "villa nova" em honra de Santa Maria e surge-nos já mencionada nas Inquirições de 1258 "inquisitio ville que vocatur Villa Nova et parrochianorum ecclesie Sancte Marie ejusdem loci". No "Rol das Igrejas do Rei" efectuado nos primeiros anos do Séc. XIII aparece-nos como "Sancta Maria de Villa Nova". É só no Séc. XV, que nas "Constituições Diocesanas do Porto", D. João de Sousa - Bispo do Porto, lhe acrescenta o sufixo "da Telha", por, segundo parecer, nela se fabricarem grandes quantidades deste material. O lugar mais antigo desta freguesia parece ser o de Vilar de Senhor. Nas duas explicações possíveis para tal designação, "Vilar" indica propriedade. Já para "do Senhor" as opiniões divergem. Numa, proviria do antigo nome pessoal feminino "Senor" e noutra, seria interpretado numa perspectiva religiosa referindo-se como tal a Cristo. "(...) O topónimo Vilar do Senhor (ou, corrigindo, de Senhor), como anterior que é à Nacionalidade, pode porventura dever-se a uma dama que figura num documento dos princípios do Séc. XI e que foi do cartório do mosteiro de Moreira (da Maia), (...). Trata-se de "domna" Senior Felgires, que em 1010 lega a seu neto, presbítero Odório, para que ele recomende ao Céu a sua alma dela, a terça parte de certa "villa", que ela havia adquirido com seu marido Cendamiro Ansures, declaradamente com aquele fim : "et nos inmentes in tuos vodico s et in tua oratione et in omne tua memoria" (Dip. et Ch. nº 214). (...)". As já mencionadas Inquirições Afonsinas documentam que no lugar nunca fizeram foro a el-rei fazendo-o só ao Senhor da sua escolha "... nisi quali domino ipsi herdatores volluerunt illud facere ...". Nisto consiste o privilégio de Beetria - povoações excepcionalmente honradas e privilegiadas, que começavam, normalmente, por estalagens isoladas, junto dos caminhos públicos, recebendo privilégios dos Reis, por serviços prestados a todos quantos se deslocavam por essas terras. Segundo Gama Barros este será caso único, pois não há conhecimento da atribuição deste privilégio a nenhuma povoação antes do Séc. XIV, pois por muito que se procure, nem na documentação alusiva às terras que o apresentam após essa data, se consegue encontrar algum indício da respectiva Beetria. As Inquirições de D. Dinis, comprovam que o único lugar privilegiado nesta freguesia para além da parte inclusa no Couto do Mosteiro de Moreira era, na realidade, Vilar do Senhor. Da primitiva Igreja de Vila Nova Santa Maria, nada resta. Esta teria sido uma igreja particular que posteriormente foi doada ao Mosteiro de Moreira. O papa Xisto V autorizou a união dos dízimos desta igreja ao mosteiro, passando os seus padres a intitular-se reitores. Na documentação que se lhe refere, encontram-se duas doações uma de 1353 e a outra de 1355. No arquivo da actual Igreja existe ainda um outro documento, este de 1544, que refere a existência de uma Capela dedicada a S. Aleixo que se situaria na Bouça da Cruz, hoje, Bouça do Padrão. Esta bouça terá sido também em tempos pertença da Igreja. A actual Igreja Paroquial, aparentemente oitocentista, é totalmente revestida a azulejo. Na sua fachada abre-se um pórtico em esquadria debruado a cantaria. Encimando-o uma ampla janela com vitral geométrico, sobrepujada, no tímpano da empen a, por um minúsculo óculo. No seu topo, ao centro mas ligeiramente recuada, uma singela cruz em granito ladeada por dois fogaréus. Ao seu lado esquerdo ergue-se a torre sineira de dois pisos, encontrando-se o campanário no segundo piso. Rematando-a uma cúpula bulbiforme rodeada por 4 fogaréus. Na Rua da Igreja, em espaço ajardinado, ergue-se, ladeado por dois ciprestes, um cruzeiro em granito. Numa das faces da sua base está, embora meio deteriorada, uma inscrição onde com esforço se lê: "CENTENÁRIOS - VIII da FUNDAÇÃO - III da INDEPÊNDENCIA 1140-1640". Eis que a nossa incursão histórica nos traz até ao Séc. XX, década de 40. Foi em 1945 que o Aeroporto de Pedras Rubras foi inaugurado. Em 1947, fez-se a primeira ligação aérea Porto-Lisboa, em 1956 saiu o primeiro voo internacional e finalmente em 1960, iniciaram-se os voos regulares Porto-Londres. Com o crescente aumento de tráfego aéreo, e consequente aumento do fluxo tanto humano (turistas e pessoas em negócios) como de materiais (cargas), até aos nosso dias o aeroporto foi sofrendo obras tanto de manutenção como de ampliação. Neste contexto ficou em 1975 concluído o prolongamento da pista para os 3.480 metros que tem hoje; em meados da década de 80 foi inaugurado o Terminal Carga, pelo então Ministro dos Transporte e Comunicações - o Eng.º Oliveira Martins; em 1990, inaugurou-se a nova aerogare e nessa mesma altura, em que em homenagem ao ex-Primeiro Ministro, Dr. Francisco Sá Carneiro, passou a chamar-se Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Com o objectivo de passar a ser vir 6 milhões de passageiros/ano, este Aeroporto encontra-se novamente em obras de ampliação das quais resultará um novo, moderno e funcional espaço. A nova aerogare terá 5 pisos, 60 balcões para o Check-In, construção de novos terminais de bagagens (com Raio-X). Existirão mais parques de estacionamento e até o Terminal de Cargas sofrerá reestruturações. 
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