 - A Igreja Paroquial construída em 1721, Séc. XVIII, e possuindo fachada de estilo Joanino, possuía a sua Capela-Mor já construída nessa data, sendo a Igreja cons truída de forma a incorporá-la no seu todo. Na sua parede lateral esquerda, e dando face a um belo e florido jardim, depara-se-nos uma requintada e portentosa porta em ferro forjado, Séc. XIX (da portuense Fundição da Arrábida). Deb ruada em cantaria, sobrepõe-se-lhe frontão interrompido ao estilo da época. Rematando-o, a imagem pétrea de Santa Maria em pequeno nicho abrigada. Segundo alguns autores, será Na. Senhora do Ó, do que nos permitimos discordar, já que esta traz o Menino no ventre repousando a mão sobre o mesmo. Entrando na Igreja somos imediatamente atraídos pela riqueza e beleza da capela-mor, que se diz ter sido oferecida, por um fidalgo d a Quinta de Passais. O seu tecto em caixotões dourados e pintados á mão, é esplendoroso. Nas suas paredes laterais encontram-se painéis azulejares, azuis, datados do séc. XVIII, narrando a vida de Na. Senhora da Assunção. O altar-mor, em predominante estilo Rococó, ofusca com a sua belíssima talha dourada. Ladeiam-no, a imagem de Na. Senhora da Conceição e a imagem de S. João de Deus, com o pão na mão, ambas dos finais do Séc. XVII.  O tecto da nave central é ilustrado com cenas bíblicas e nos dois altares que antecedem a capela-mor, encontram-se do lado direito, Na. Senhora de Fátima e do lado esquerdo, Na. Senhora da Conceição. Logo à entrada da Igreja, num pequeno púlpito está um pequeno órgão tubular.  No alto do Monte de Santo António (repleto de enormes eucaliptos), tem lugar um costume que os etnógrafos julgam provir de vestígios de um culto a Diana - deusa romana protectora dos animais. É que os lavradores trazem ao cimo do monte o seu gado, obrigando-o a contornar a capela algumas vezes no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Aqui neste Monte, não deveremos deixar por fazer uma visita à Capela de Santo António, pequena capela rodeada de flores, à qual se acede por granítica escadaria. A fachada, toda ela a azulejo revestida. Repousando sobre o seu rectangular portal, um óculo polilobado. Dois fogaréus, adornam a mistilínea empena onde dois fogaréus repousam adornando os flancos. Rematando o conjunto, pequena cruz está colocada por forma a encobrir um pequeno campanário que, construído um pouco mais recuado, não deixa de lhe emprestar um aspecto inusual. Uma das histórias que se contam, diz-nos, que certo arrogante e prepotente lavrador desafiou o Santo a provar-se milagreiro pois, de outra forma não o consideraria nem Santo nem milagreiro. Naquele mesmo segundo terá ficado o incrédulo colado ao chão, tendo sido preciso uma junta de bois para dali o tirar. No Doming o que se segue a 13 de Dezembro celebram-se as Festas a Santo António que integram a procissão e ainda, as populares corridas de cavalos. Aliás, aqui na freguesia, podem encontrar os adeptos, uma Pista de Corrida de Ca valos. A Festa de N. Sra. da Conceição realiza-se em Agosto. Silva Escura, aparece já referenciada em documento com data de 906, segundo o P. Domingos Moreira, mas na opinião do Prof. Ferreira de Almeida a primeira referência datará apenas de 1077, pois o documento anteriormente mencionado, referir-se-á a Santa Eulália de Rio Covo e não a esta freguesia do Concelho da felgueiras. Em ambos os documentos a grafia é a seguinte: "silua scura". "Silua" silva, quererá dizer bosque, e "Scura" escura, será uma alusão à densidade da vegetação.  Nas Inquirições de 1258, assim aparece citada: "Hic incipit inquisitio ville que vocatur Silua Scura et parrochianorim Ecclesie Sancte Marie..." e, nas Inquirições de 1307 protagonizadas por D. Dinis assim se lhe refere "A quintã a que chamam Silva Escura que foi de Rui Martins de Numais, é provado que a viram sempre honrada". Um dos lugares mais antigos da freguesia é o lugar de Sá, que em 1258 se grafava "Saa". Este lugar aparece-nos cravejado de casas de campo, que nos permitem apreciar a arquitectura rural do Séc. XIX. Mas a mais rica , é a Casa de Taim, localizada no lugar com o mesmo nome. 
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