MOREIRA

  - Vila de Moreira é a segunda maior freguesia do Concelho da Maia, com uma área de aproximadamente 8,7 km2, e uma população total de aproximadamente 11.000 pessoas e 8.000 eleitores inscritos. Situa-se na parte Ocidental do Concelho, confrontando, a sul, com o Concelho de Matosinhos; a norte, com o Concelho de Vila do Conde e Freguesia de Gemunde, do Concelho da Maia; a leste, com as Freguesias de Barca e Maia, do mesmo Concelho; e a poente com a Freguesia de Vila Nova da Telha, também do concelho da Maia.

A Freguesia de Moreira é, sem sombra de dúvida, uma das mais históricas e antigas da região de entre Douro e Ave, ou seja, "da Mui Antiga Terra da Maia". Com efeito, Moreira, a `Villa Moraria", como é referida pelos notários de meados da Idade Média, aparece, pela primeira vez de forma segura referida em documentos do início do Séc. X, isto é, quase dois séculos antes do nascimento de Portugal. A isto não será alheio o facto de, nesses tempos recuados, aqui se ter sediado um Mosteiro que, algumas décadas mais tarde, se viria a transformar numa das mais importantes instituições religiosas do Entre Douro e Ave: o Mosteiro do Divino Salvador de Moreira. Daqui resultou a actual Igreja Matriz de Moreira que, por ter constituído um centro de peregrinação e de demonstração de fé das gentes de toda a região, merece bem o título ganho por séculos de historia: "Catedral das Terras da Maia".

Esta centenária Igreja, hoje a Igreja Paroquial do Divino Salvador de Moreira é um vasto edifício de austera traça seiscentista, de planta rectangular alongada, que inclui a Capela-Mor do mesmo formato. Numa parede exterior do topo norte, figura a inscrição da sua erecção: 1695.

No interior Santo Lenho de Moreirado templo, são de realçar o belo revestimento azulejar, a talha dourada, sobretudo a do Altar-Mor, eventualmente dos finais do reinado de D. Pedro II, algumas notáveis imagens dimensionadas à escala humana, bem como um imponente órgão setecentista (único em Portugal), de autoria do organeiro alemão ARP SHNITGER, recentemente restaurado e inaugurado com 4 memoráveis concertos.

De reconhecida fama é, sem dúvida, a relíquia do Santo Lenho de Moreira, já referida no testamento de Gonçalo Guterres, em 1085. Trata-se de um pequeno pedaço de madeira que se crê ter pertencido à cruz de Cristo e que se encontra encastoado num esplêndido Relicário, verdadeira jóia da ourivesaria Portuguesa.

No que diz respeito ao restante património arquitectónico religioso, são dignas de apreço as capelas de Nossa Senhora Mãe dos Homens e Cristo- Rei, em Pedras Rubras; a Capela de Santo António , no lugar da Guarda e o Cruzeiro do Padrão de Moreira, setecentista, em mármore de Estremoz.

Da arquitectura civil, são notáveis alguns edifícios, como a "Casa da Torre" ,a da "Quinta de Pedras Rubras", onde esteve alojada a Cooperativa Popular de Moreira, com um frontal em alvenaria de granito lavrado e cuja inauguração data de1927, bem como todo um conjunto de construções oitocentistas patentes na Praça do Exército Libertador (largo da feira de Pedras Rubras).

Sobre o Rio Leça, no extremo sul da Vila, ergue-se uma ponte granítica, conhecida como "Ponte de Moreira", com dois arcos de volta inteira e, entre estes, a montante, uma talha mar prismática, datada do Séc. XVI.

Na obra "Portugal Económico Monumental e Artístico" é referido o "Castro de Pedras Rubras". Foi neste lugar construído o Aeroporto de Pedras Rubras posteriormente designado como "Aeroporto Francisco Sá Carneiro", o segundo maior do País.

Em Moreira veio acampar o exercito de D. Pedro IV, desembarcado em Pampelido, em 1832, num local do lugar de Pedras Rubras ainda hoje chamado, por essa circunstância, "Campo do Exército Libertador". Moreira era, assim, a terra de Portugal continental onde, pela primeira vez, acampava o Exército Liberal, que, marchando sobre o Porto, daria início à Guerra Civil de que resultaria o Regime Constitucional que iria perdurar ate à Implantação da República.

A Vila de Moreira é, hoje, uma das mais progressivas freguesias do Concelho da Maia. Atravessada por excelentes vias de comunicação, onde se realçam a E. N. 13, o I.C. 24 e a linha de caminho de ferro Porto-Póvoa (futura linha do metro de superfície) e tem, inserida na sua área geográfica, a maior zona industrial do País.

Em 8/1/2002 e com maquete aprovada, iniciou-se a construção da nova Junta de Freguesia.

Destaca-se a feira semanal, de grande prestígio na região, todas as 5ª Feiras na PBombeiros Voluintários de Moreira; B V Moreira.raça Exército Libertador, assim como a realização de 2 Festivais Folclóricos de elevado nível e o já nacionalmente consagrado "encontro com a arte", (mostra de pintura, escultura, arte sacra e artesanato), que entrará em 2002 na sua 16ª edição.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moreira, é única no seu género ao nível do Concelho da Maia.